O
verdadeiro valor da vida - 11/07/2010
Conta
o folclore europeu que há muitos anos atrás um rapaz e uma moça
apaixonados resolveram se casar. Dinheiro eles quase não tinham,
mas nenhum deles ligava para isso.
A
confiança mútua era a esperança de um belo futuro, desde que
tivessem um ao outro. Assim, marcaram a data para se unir em corpo e
alma.
Antes
do casamento, porém, a moça fez um pedido ao noivo:
-Não
posso nem imaginar que um dia possamos nos separar. Mas pode ser que
com o tempo um se canse do outro, ou que você se aborreça e me
mande de volta para meus pais. Quero que você me prometa que, se
algum dia isso acontecer, me deixará levar comigo o bem mais
precioso que eu tiver então.
O
noivo riu, achando bobagem o que ela dizia, mas a moça não ficou
satisfeita enquanto ele não fez a promessa por escrito e assinou.
Casaram-se.
Decididos a melhorar de vida ambos trabalharam muito e foram
recompensados. Cada novo sucesso os fazia mais determinados a sair
da pobreza, e trabalhavam ainda mais. E tempo passou e o casal
prosperou. Conquistaram uma situação estável e cada vez mais
confortável, e finalmente ficaram ricos.
Mudaram-se
para uma ampla casa, fizeram novos amigos e se cercaram dos prazeres
da riqueza. Mas, dedicados em tempo integral aos negócios e aos
compromissos sociais, pensavam mais nas coisas do que um no outro.
Discutiam
sobre o que comprar, quanto gastar, como aumentar o patrimônio, mas
estavam cada vez mais distanciados entre si. Certo dia, enquanto
preparavam uma festa para amigos importantes, discutiram sobre uma
bobagem qualquer e começaram a levantar a voz, a gritar, e chegaram
às inevitáveis acusações.
-Você
não liga para mim! - gritou o marido - só pensa em você, em
roupas e jóias.
-Pegue
o que achar mais precioso, como prometi, e volte para a casa dos
seus pais. Não há motivo para continuarmos juntos.
A
mulher empalideceu e encarou-o com um olhar magoado, como se
acabasse de descobrir uma coisa nunca suspeitada.
-Muito
bem, disse ela baixinho. Quero mesmo ir embora. Mas vamos ficar
juntos esta noite para receber os amigos que já foram convidados.
Ele concordou.
A
noite chegou. Começou a festa, com todo o luxo e a fartura que a
riqueza permitia.
Alta
madrugada o marido adormeceu, exausto. Ela então fez com que o
levassem com cuidado para a casa dos pais dela e o pusessem na cama.
Quando
ele acordou, na manhã seguinte, não entendeu o que tinha
acontecido. Não sabia onde estava e, quando se sentou na cama para
olhar em volta, a mulher aproximou-se e disse-lhe com carinho:
-Querido
marido, você prometeu que se algum dia me mandasse embora eu
poderia levar comigo o bem mais precioso que tivesse no momento.
Pois bem, você é e sempre será o meu bem mais precioso. Quero você
mais que tudo na vida, e nem a morte poderá nos separar.
Envolveram-se
num abraço de ternura e voltaram para casa mais apaixonados do que
nunca.
[Extraído
de: “O Livro das Virtudes II” de William J. Bennet]
O
egoísmo, muitas vezes, nos turva a visão e nos faz ver as coisas
de forma distorcida.
Faz-nos esquecer os verdadeiros valores da vida e buscar coisas que têm valor relativo e passageiro.
Importante que, no dia-a-dia, façamos uma análise e coloquemos na balança os nossos bens mais preciosos e passemos a dar-lhes o devido valor.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.
Jadir Albino
é apresentador do programa “Fronteiras da Ciência”, exibido
aos domingos, às 19h, na Santa Cecília TV, com reprise aos sábados,
às 21h. Na Rádio Saudade FM (100,7MHz), transmitido ao vivo aos sábados,
às 8h.