O
melhor de cada um - 04/07/2010
Conta-se
que, certa vez, os animais de uma floresta que estava sendo
devastada pelos homens se reuniram para discutir os seus problemas.
Decidiram,
após amplos debates, que a coisa mais importante a fazer seria
criar uma escola. Organizaram um currículo que objetivava
desenvolver as habilidades de voar, saltar, nadar, correr e escalar.
Todas consideradas necessárias e importantes para quem procura
sobreviver numa floresta.
No
entanto, apesar de terem utilizado métodos muito avançados, o
desempenho dos alunos não foi dos melhores e a maioria conseguiu
apresentar rendimento satisfatório em apenas uma ou duas
habilidades.
O
pato foi excelente em natação, mas apenas razoável em vôos e péssimo
em corridas. Para melhorar em corrida treinou tanto que gastou suas
patas e não conseguiu nadar como antes, baixando seu aproveitamento
em natação.
O
coelho, que vinha se destacando em corrida, desde o início do
curso, acabou sofrendo um colapso de tanto se esforçar para
melhorar em natação.
A
capivara, que nadava e corria muito bem, acabou se esborrachando ao
tentar voar. O susto foi tão grande que ela ficou traumatizada e não
conseguiu mais nem correr, nem nadar.
Os
pássaros, por sua vez, protestaram, desde a criação da escola,
porque a habilidade de cantar não estava incluída no currículo.
Para eles, o canto era de importância fundamental para a qualidade
de vida na floresta.
Quando
o currículo todo foi dado, o único animal que concluiu o curso e
fez o discurso de formatura foi o lobo. Não que ele tivesse maiores
habilidades.
Em
verdade, ele não se esmerara em nada e conseguira fazer um pouco de
todas as matérias mais ou menos pela metade.
[com
base em fábula de George H. Reavis]
Com
certeza, ao imaginarmos uma capivara tentando voar ou um coelho se
dedicando à natação, rimos da história. Mas, se olharmos ao
nosso redor, vamos nos dar conta de que, por vezes, agimos
exatamente como os animais da escola desta floresta.
É
quando tentamos considerar todas as pessoas iguais, destruindo o
potencial da criatura de será ela mesma.
Assim
é quando, na posição de pais, insistimos com nosso filho para que
siga determinada profissão.
Ele
adora dançar, mas nós lhe dizemos que isso não lhe conferirá uma
carreira de sucesso e insistimos para que abrace a profissão que
toda a família segue. Até mesmo porque ele deve dar continuidade
à tradição ou assumir o negócio da família, logo mais.
Por
isso é que algumas empresas de tradição, em determinado momento,
passando a ser administradas por quem não tem potencial nem vontade
para o tipo de negócio, acabam por desaparecer.
Ou
então, a pessoa desenvolve as habilidades que lhe são exigidas,
mas nunca será um profissional de qualidade. Isso porque não ama o
que faz.
E
se transformará em uma criatura frustrada, infeliz, sempre
reclamando de tudo e de todos.
Pensemos
nisso e passemos a valorizar mais a habilidade e o potencial de cada
um.
Lembremos
que a natureza é tão exuberante exatamente pelas diferenças que
apresenta nos reinos mineral, vegetal, animal onde cada um é
especial e desempenha, na Terra, a missão que o Divino Criador lhe
confiou.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.