Enfrentar
desafios - 13/06/2010
Você
sabia que a melhor maneira de se enfrentar um desafio é começar
enfrentando-o?
Quantas
vezes você se deteve a pensar nos problemas do mundo e os
considerou insolúveis?
Uma
negra americana, de nome Mary Jane Mac Leod Bethune, começou a
educar crianças em um depósito de lixo. A lei da segregação
racial nos Estados Unidos era muito severa com os negros. Ela era
negra. Ganhara uma bolsa de estudos de uma costureira e, após se
formar, não tinha alunos. Quando foi nomeada, não tinha escola.
Sem
pestanejar, ela conseguiu três caixotes de cebola, colocou-os
debaixo de uma árvore em um depósito de lixo. Chamou três crianças,
descendentes de escravos, e começou a ensiná-las a ler e escrever.
Quando
Henry Ford foi a Osmond, uma praia da Califórnia, ela foi visitá-lo.
À porta foi barrada pelo mordomo, também negro, que lhe perguntou
como ela ousava procurar Mr. Ford, sendo negra.
Sem
titubear, ela falou bem alto: -Tenho uma entrevista marcada com Mr.
Ford. Marquei por telefone.
Ouvindo-a,
Henry Ford pediu-lhe que entrasse. Ao vê-la, exclamou: -Eu não
sabia que a senhora era negra!
-Não
totalmente, respondeu Mary Jane. -Duvido que o senhor conheça
dentes mais alvos e olhos mais brancos do que os meus.
Ela
lhe disse que precisava da ajuda dele para construir a sua escola,
ampliá-la. Queria que ele fosse com ela conhecer o terreno e com
ela construísse a escola dos seus sonhos.
Convencido
por aquela mulher de caráter espontâneo e firme desceu com ela
pelo elevador e foi até ao local. Quando chegaram ao depósito de
lixo Mary Jane falou:
-É
aqui, senhor, que eu desejo construir a minha escola.
-Mas,
é um depósito de lixo. - falou ele.
-Ora,
disse Mary Jane, sempre me esqueço dos detalhes. -A minha escola de
verdade está em minha cabeça. Eu preciso do seu dinheiro para tirá-la
de minha mente e colocá-la ali.
Ele
lhe deu vinte mil dólares.
Essa
mulher tornou-se o símbolo da educadora mundial. Até o ano de 1969
havia educado milhares de negros americanos.
Em
outro momento, quando o presidente Franklin Roosevelt
cancelou as subvenções por causa da guerra, ela lhe pediu uma
entrevista na Casa Branca, e disse-lhe:
-O
senhor não vai cortar as subvenções das minhas escolas.
Ele
redargüiu: -A senhora não se esqueça que eu sou o presidente.
E
ela repostou: -Nem o senhor esqueça que eu sou eleitora, e eu vou
me lembrar disto.
Ela
sentou-se. E a sua foi a única rede de escolas que não teve as
subvenções canceladas naquele período.
Assim,
quando há um desafio é necessário começar. Ante tantos
iletrados, podemos começar, agora, alfabetizando um que esteja próximo
de nós. Ante tantos sem medicação, podemos auxiliar alguém a
conseguir a medicação, a consulta, o exame de que careça.
Perante
os que padecem fome, podemos iniciar oferecendo um prato de sopa
quente e nutritiva, o leite para um bebê, o pão a um velhinho
enfermo e só.
Na
seqüência, chamar um cooperador, mais um e outro, e formar um
grupo. Então já seremos vários a lutar contra o que antes
caracterizávamos como totalmente sem solução.
[com
base em psicografia de Divaldo Pereira Franco]
A
célebre Universidade Mackenzie, em São Paulo, começou quando uma
educadora americana notou, em São Paulo, na rua em que morava, um
grupo de crianças vadias.
Ela
atraiu os meninos, oferecendo-lhes broa de milho e lhes falou do
Evangelho de Jesus. Mais tarde, as crianças eram tantas, que ela
abriu uma escola de alfabetização para elas.
O
Mackenzie, que tem uma bela e longa história, foi visitado
inclusive pelo imperador D. Pedro II, que lhe fez uma expressiva
doação.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.