Estilo
familiar - 28/03/2010
Você
já pensou, em algum momento, gravar as conversas familiares? Tem idéia
a respeito do que se fala no lar, durante as refeições, por
exemplo? E do efeito desses diálogos sobre as mentes infantis?
Pois
um professor de Sociologia da Universidade da Pensilvânia realizou
a experiência.
O
Dr. Bossard conseguiu fartos exemplos da conversa de famílias, à
hora do jantar. E, embora não tivesse imaginado, descobriu alguns
estilos, definidos pelos hábitos de conversação constante.
Um
dos mais evidentes foi o estilo crítico. Isto é, durante a refeição,
não se falava nada de bom a respeito de alguém.
O
assunto constante eram os amigos, parentes, vizinhos, os aspectos de
suas vidas, naturalmente sempre apresentados de forma negativa.
Reclamava-se
das filas no supermercado, do mau atendimento em lojas, da grosseria
do chefe, enfim, das coisas ruins que existem no mundo.
Essa
atmosfera familiar negativa redundava, conforme as observações
realizadas, em crianças insociáveis e malquistas. Portanto, com
problemas acontecendo na escola e na vizinhança.
Em
outro grupo, as hostilidades da família se voltavam para dentro,
contra si mesma.
Dr.
Bossard classificou o grupo como os brigões, porque, sem exceção,
as refeições se constituíam em torneios de insultos e brigas.
Tudo era motivo para acusações mútuas. Nesse caso, as crianças
absorviam o estilo que lhes criava problemas. Mesmo que isso, por
vezes, viesse a se revelar depois de já crescidas e casadas, nos
novos lares constituídos.
Um
grupo de famílias revelou um estilo exibicionista.
Num
primeiro momento, o observador poderia se deixar encantar pelo
brilho de espírito e o bom humor demonstrado por todos.
Contudo,
aprofundando-se na pesquisa, essas famílias revelaram que todos se
portavam como se fossem atores.
E
cada qual desejava sobrepujar o outro, aparecer mais. Isso redundava
em crianças que, onde estivessem, desejavam ser o foco das atenções.
Quando
assim não acontecia, elas se sentiam desprezadas e repelidas,
limitando a sua simpatia e respeito pelos outros.
Mas,
afinal, será que nenhuma das famílias tinha bons hábitos de
conversação?
Claro
que sim. Essas foram adjetivadas como portadoras de atitude correta
de processo interpretativo. Nesse caso, as pessoas, os
acontecimentos, os fatos são comentados pela família de forma
tranqüila, com dignidade e, até, com senso de humor.
As
crianças são animadas a participar da conversa e são ouvidas com
respeito. A nota dominante, nesse grupo familiar, é a compreensão.
[Redação
do Momento Espírita com base em texto de Thomas J. Fleming]
Se
lendo esta mensagem, você se deu conta de que sua família pertence
a um dos grupos de conversação incorreta, não se perturbe.
O
estilo das conversas pode ser modificado e pode começar a partir de
hoje.
O
primeiro passo é descobrir o estilo dominante e, num esforço
conjunto da família, modificar a conversação.
Afinal,
um grande Mestre disse um dia que o que contamina o homem não é o
que entra na boca, mas o que sai dela.
Melhorar
o estilo da conversa em família não é garantia absoluta de crianças
ajustadas, mas é um meio seguro de lhes proporcionar melhores
oportunidades de uma vida equilibrada, pois o exemplo é forte
ingrediente na formação do caráter.
Muitos
dos conflitos que afligem o ser humano decorrem dos padrões de
comportamento que ele próprio adota em sua jornada terrestre.
Modifiquemos
hábitos danosos, em qualquer área da existência, começando por
aqueles que pareçam mais fáceis de serem derrotados.....esse é um
bom princípio.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.