O
poder de um gesto - 07/03/2010
Um
executivo foi a uma palestra e ouviu um grande tribuno falar sobre o
maior bem da vida que é a paz interior. Podemos tê-la em qualquer
lugar, sozinhos ou acompanhados.
Pois
o executivo resolveu fazer uma experiência.
Pegou
cinco belas flores e saiu com elas pela rua, em plena cidade de São
Francisco, na Califórnia. Logo notou que as cabeças se viravam e
os sorrisos se abriam para ele.
Chegou
ao estacionamento e a funcionária da caixa elogiou o seu pequeno
buquê. Ela quase caiu da cadeira quando ele lhe disse que podia
escolher uma flor.
Segundos
depois ele se aproximou de outra mulher, que não assistira à cena
anterior, e ela falou do perfume que ele trazia ao ambiente. Ele lhe
ofereceu uma flor.
Espantada
e feliz com o inesperado, saiu dali quase a flutuar. Afinal, quem
distribui flores perfumadas numa garagem pública quase deserta, num
domingo, perto das 22 horas?
Completamente
embriagado pela magia daqueles momentos, ele entrou num restaurante.
Uma garçonete com ar de preocupação foi atendê-lo. Ele percebeu
que as flores mexeram com ela.
Como
se sentia com poderes especiais para fazer os outros felizes, depois
das duas experiências anteriores, ele deu a ela uma flor e um botão
por abrir e lhe disse que cuidasse bem dele, pois, ao desabrochar,
lhe traria uma mensagem de amor.
Dias
depois ele voltou ao restaurante. A garçonete sorriu para ele com
ar de quem tinha encontrado a fórmula da felicidade e falou:
-A
flor abriu. A mensagem era linda. Muito obrigada.
O
executivo sorriu também. Sentia-se um mágico: com flores, amor no
coração e uma mensagem positiva, inventada ao sabor do momento,
produziam alegria. Tão simples que até parecia irreal.
Na
manhã seguinte, ele precisava abrir um portão para passar com o
carro.
Surgida
nem se sabe de onde, uma sorridente mulher desconhecida que passava
correndo o abriu e fechou para ele, espontaneamente.
Ele
compreendeu que havia uma harmonia universal ao seu dispor. Bastava
que a buscasse. E recomenda:
“Tente
você também, desinteressadamente. Dá certo e a recompensa é
doce!”
[de
José L. Emerim com base em texto de Divaldo P. Franco]
Se
você é daquelas pessoas que vive correndo, com pressa, pense um
momento:
“Por
que a pressa? Vai salvar o mundo? Salve este momento vivendo-o com
amor ao próximo e a si mesmo. Seja mensageiro da luz, distribuindo
flores em vez de espinhos.”
Pense
em algo diferente, surpreendente que você possa fazer para melhorar
o ambiente do seu lar, do seu local de trabalho.
Já
pensou em colocar a sua mesa mais perto da janela, para ser beijado
pelo sol, enquanto você trabalha? Isto é amor a você mesmo.
Já
pensou em levar flores para sua casa e as colocar na sala,
perfumando o ambiente, alegrando a todos? Isto é amor ao próximo.
A
flor é apenas uma metáfora, cabe a cada um de nós encontrarmos
uma maneira de levar “um carinho especial” e transbordar o
ambiente de convívio em harmonia, paz e felicidade.
A
felicidade só é plena quando o próximo também está feliz.
Como
podemos perceber, a felicidade consiste em cada um contentar-se com
o que tem e fazer da sua felicidade a alegria dos outros.
Quando
Jesus afirmou que a felicidade não é deste mundo, referiu-se à
felicidade sem mescla, à felicidade plena.
Todavia,
podemos viver com alegria, valorizando as coisas que temos e as
conquistas morais que já logramos, sem infelicitar-nos com o que não
possuímos e não está ao nosso alcance.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.