A
arte de educar - 28/02/2010
A
garotinha, de pouco mais de três anos de idade, tentava rabiscar a
agenda da mãe e esta lhe dizia, com carinho, apontando o caderno
que estava ao lado: "filha,
esta agenda é da mamãe, e este caderno é seu. Você pode escrever
no seu caderno, não na agenda da mamãe. Está bem?"
A
filha tentou, disfarçadamente, mais algumas vezes, mas a mãe se
manteve firme no propósito de educar e colocar limites nas ações
da criança.
Minutos
depois, o pai entrou na sala e a menina fez uma nova tentativa.
Levou o lápis sobre a agenda da mãe, mas o pai a orientou: "querida,
escreva no seu caderno e não na agenda da mamãe."
A
garotinha, esperta como toda criança, sentiu que não teria a ajuda
do pai e passou a agir certo. Se o pai tivesse apoiado a atitude da
filha, contrariando as orientações da mãe, certamente a criança
saberia onde buscar aprovação quando a mãe lhe negasse algo.
Felizmente
aquele casal sabia educar com sabedoria, falando a mesma linguagem
para que a filha não tivesse outra opção a não ser obedecer.
Todavia,
nem todos os casais agem dessa forma. Lamentavelmente, há pais e mães
que agem de maneira infantil para conquistar o amor dos filhos,
fazendo concessões que deseducam a criança e deformam seus
caracteres.
Se
a mãe diz “não”, o pai diz “sim”, e se o pai diz “não”,
a mãe permite. Essa disparidade é extremamente prejudicial, pois a
criança se sente insegura e/ou passa a tirar vantagem da situação.
Quando
não consegue a aprovação da mãe para seu intento, ela busca o
pai, e vice-versa. A criança passa a fazer um jogo perigoso entre
os pais, colocando, tantas vezes, um contra o outro, ou chantageando
a um ou outro.
Ademais,
o filho fica sem parâmetro, não sente firmeza nas orientações
que os pais lhe passam, pois o que um diz o outro desdiz.
Por
essa razão, os pais devem ter sempre, pelo menos diante dos filhos,
a mesma posição. Sim, sim. Não, não.
Se
um, ou outro, não concordar com a orientação que foi dada,
depois, a sós, discutem a questão, mas nunca na frente dos filhos.
O mais lamentável, ainda, é quando um dos cônjuges se une ao
filho para criticar ou depreciar o outro, desmoralizando-o para
tirar algum tipo de vantagem afetiva.
Importante
lembrar que a criança deve ser educada para respeitar limites. E os
limites devem ser estabelecidos desde cedo, como, por exemplo, não
permitir que ela tome conta de tudo, como se fosse a dona do mundo.
Na
hora de brincar, a criança deve saber quais são os limites do seu
"território".
Ela
poderá usar seus brinquedos, seu espaço, seus pertences, e nunca
os aparelhos de áudio e vídeo, controles remotos, vasos de flores
ou outros objetos da casa.
Os
limites são de extrema necessidade para que a criança cresça
consciente de que vive num mundo onde vivem também outras pessoas,
que também têm direitos tanto quando ela.
Se
você, pai ou mãe, ainda não havia pensado nisso, pense agora.
Pense
que a única maneira de evitar conflitos e desgastes na relação
com seus filhos adolescentes, mais tarde, é educar bem a criança,
hoje, enquanto ela está receptiva.
[Equipe
de Redação do Momento Espírita, com base em palestra proferida
pela Sra. Miroslava Rosinski]
A
educação é a arte de formar caracteres. E não há melhor período
para educar do que o da infância, em que a criança é mais suscetível
aos ensinamentos.
É
por essa razão que o Criador faz com que o espírito encarnado
passe por esse período, de mais ou menos 7 anos, para receber dos
educadores uma base de valores morais sólidos a fim de se conduzir
com dignidade na fase adulta.
Pense
nisso e analise seriamente sua importante missão de educador.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.