Alguma coisa está faltando - 31/01/2010

Douglas, desde pequeno, sonhou muito alto. Certa vez, debruçando-se na amurada da Ponta da Praia, ficou olhando um maravilhoso iate que passava deslizando sentido alto mar.

Pôde ver as pessoas ricamente trajadas, sorrindo, felizes. Era um cenário de luxo e conforto e, naquele momento, ele decidiu que batalharia para ter sucesso na vida.

Os seus alvos passaram a ser dinheiro, poder e prestígio. Aluno exemplar formou-se em Engenharia. Casou-se com uma moça que conhecia desde os tempos de escola.

O dinheiro começou a surgir em abundância. Sua reputação espalhou-se. Ele conseguiu prestígio com a nomeação para um alto cargo, numa empresa privada de tecnologia.

Teve dois filhos saudáveis.

Conseguiu uma casa magnífica, automóveis luxuosos, jóias....

Desfrutava férias em lugares exóticos.

Finalmente, comprou um lindo iate e navegou passando próximo a murada, onde em criança começara seu sonho. Era o ponto culminante. No entanto, Douglas se sentia imensamente triste e desesperado.

Conquistara tudo que idealizara. Era invejado, mas sentia-se perdido, vazio, insatisfeito.

Logo chegou a depressão e ele se sentia desalentado e muito infeliz.

Almejava comprar confiança e tranqüilidade, mas elas não estavam à disposição no mercado de capitais.

....e pouco a pouco, foi abandonando a profissão. Já não era a pessoa conversadora nem bom engenheiro.

Enveredou pelo caminho das drogas e se deixou envolver.

As drogas lhe davam uma euforia que era sempre mais fugidia. Durava breves segundos e logo ele voltava a cair nos profundos abismos da depressão.

Perdeu a casa, o iate, o respeito por si mesmo.

Levantava-se a cada dia, contemplava a face da manhã e se perguntava:

-Por que estou tão vazio por dentro? O que me falta? Pois não conquistei tudo que almejei: família, dinheiro, prestígio, poder? O que me falta?

[com base em texto de Henry Hurt e em psicografia de Divaldo P. Franco]

À semelhança de Douglas, muitos seguimos pelas veredas humanas sem objetivos verdadeiros.

Idealizamos metas fictícias e as perseguimos para descobrir, ao conquistá-las, que elas não nos preenchem as necessidades íntimas.

Tudo porque, em verdade, temos sede de Deus.

Deus, o amigo perfeito, sempre disposto a nos ouvir as queixas e a nos apresentar soluções. Deus que, silencioso, fala em todas as expressões da natureza.

Sempre indulgente, e refúgio seguro, tranqüilizando-nos. Sempre se encontra suficientemente perto para tomar conhecimento das nossas necessidades, providenciando o apoio de que carecemos.

Ninguém que Dele não necessite. Ele preenche todos os vazios e estabelece roteiros seguros para as nossas vidas.

Com Deus no coração e na mente agiremos com decisão feliz e desempenharemos as nossas tarefas com dinamismo elevado.

Deus sempre nos abençoa, quer O busquemos ou não.

Mas se, através do pensamento, sintonizarmos com Suas dádivas, melhor assimilaremos a irradiação do Seu amor, aquecendo-nos as almas.

Deus provê todas as nossas necessidades, mas não as assume, para não anular o nosso esforço e valor, o que então nos candidataria à inutilidade.

Vamos sim conquistar nossas metas, lutar por nossa prosperidade em todos os segmentos da vida, mas sem jamais esquecer que quem preenche as lacunas de nossa alma é a Luz Divina com sua sabedoria maior, que nos enriquece, acalenta e nos conduz a felicidade plena.

PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.

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