Perfeição
de Deus - 06/12/2009
No
Brooklyn, Nova Iorque, Chush é uma escola que se dedica ao ensino
de crianças especiais. Algumas crianças ali permanecem por toda a
vida escolar, enquanto outras podem ser encaminhadas para uma escola
comum.
Num jantar
beneficente de Chush, o pai de uma criança fez um discurso que
nunca mais seria esquecido pelos que ali estavam presentes.
Depois de
elogiar a escola e seu dedicado pessoal, perguntou:
-Onde está
a perfeição no meu filho Pedro, se tudo o que DEUS faz é feito
com perfeição? Meu filho não pode entender as coisas como outras
crianças entendem. Meu filho não pode lembrar-se de fatos e números
como as outras crianças. Então, onde está a perfeição de Deus?
Todos
ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento daquele pai, mas
ele continuou:
-Acredito
que quando Deus traz uma criança especial ao mundo, a perfeição
que Ele busca está no modo como as pessoas reagem diante desta
criança.
Então ele
contou a seguinte história sobre o seu filho Pedro:
-Uma
tarde, Pedro e eu caminhávamos pelo parque onde alguns meninos que
o conheciam, estavam jogando beisebol. Pedro perguntou-me: “Pai,
você acha que eles me deixariam jogar?”
-Eu sabia
das limitações do meu filho e que a maioria dos meninos não o
queria na equipe. Mas entendi que se Pedro pudesse jogar com eles,
isto lhe daria uma confortável sensação de participação.
Aproximei-me de um dos meninos no campo e perguntei-lhe se Pedro
poderia jogar. O menino deu uma olhada ao redor, buscando a aprovação
de seus companheiros de equipe e mesmo não conseguindo nenhuma
aprovação, ele assumiu a responsabilidade e disse:
-Nós
estamos perdendo por seis rodadas e o jogo está na oitava. Acho que
ele pode entrar na nossa equipe e tentaremos colocá-lo para bater
até a nona rodada.
-Fiquei
admirado quando Pedro abriu um grande sorriso ao ouvir a resposta do
menino. Pediram então que ele calçasse a luva e fosse para o campo
jogar. No final da oitava rodada, a equipe de Pedro marcou alguns
pontos, mas ainda estava perdendo por três. No final da nona
rodada, a equipe de Pedro marcou novamente e agora com dois fora e
as bases com potencial para a rodada decisiva, Pedro foi escalado
para continuar. Uma questão, porém, veio à minha mente: a equipe
deixaria Pedro, de fato, rebater nesta circunstância e deitar fora
à possibilidade de ganhar o jogo? Surpreendentemente, foi dado o
bastão a Pedro. Todo o mundo sabia que isto seria quase impossível,
porque ele nem mesmo sabia segurar o bastão. Porém, quando Pedro
tomou posição, o lançador se moveu alguns passos para arremessar
a bola de maneira que Pedro pudesse ao menos rebater. Foi feito o
primeiro arremesso e Pedro balançou desajeitadamente e perdeu. Um
dos companheiros da equipe de Pedro foi até ele e juntos seguraram
o bastão e encararam o lançador.
-O lançador
deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para
Pedro. Quando veio o lance, Pedro e o seu companheiro da equipe
balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador.
O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado
facilmente ao primeiro homem da base, Pedro estaria fora e isso
teria terminado o jogo. Ao invés disso, o lançador pegou a bola e
lançou-a numa curva, longa e alta para o campo, distante do alcance
do primeiro homem da base.
-Então
todo o mundo começou a gritar: Pedro corre para a primeira base,
corre para a primeira. Nunca na sua vida ele tinha corrido, mas saiu
disparado para a linha de base, com os olhos arregalados e
assustado.
-Até que
ele alcançasse a primeira base, o jogador da direita teve a posse
da bola. Ele poderia ter lançado a bola ao segundo homem da base, o
que colocaria Pedro fora de jogo, pois ele ainda estava correndo.
Mas o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador,
assim, lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro
homem da base. Todo o mundo gritou: “Corre para a segunda, Pedro,
corre para a segunda base”.
-Pedro
correu para a segunda base, enquanto os jogadores à frente dele
circulavam deliberadamente para a base principal. Quando Pedro alcançou
a segunda base, a curta parada adversária colocou-o na direção de
terceira base e todos gritaram: “Corre para a terceira”.
-Ambas as
equipes correram atrás dele gritando: “Pedro, corre para a base
principal”.
-Pedro
correu para a base principal, pisou nela e todos os 18 meninos o
ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse
vencido o campeonato e ganho o jogo para a equipe dele.
-Naquele
dia - disse o pai, com lágrimas caindo sobre a face - aqueles 18
meninos alcançaram a Perfeição de Deus. Eu nunca tinha visto um
sorriso tão largo no rosto do meu filho!
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.