Gentileza
gera gentileza - 29/11/2009
Um
jardineiro tratava com cuidado da propriedade de influente juiz de
Direito.
Pouco
se falavam, e sua relação beirava a frieza.
O
juiz raras vezes se dirigia àquele empregado para transmitir alguma
orientação, mas naquele dia, foi ao seu encontro para dar sugestões
sobre onde plantar uma e outra árvore.
As
orientações foram passadas de forma direta, séria, sem rodeios e
gentileza. Num determinado momento, mudando o rumo da conversa, o
jardineiro disse:
-Sr.
Juiz, o senhor tem uma excelente distração! Estive admirando seus
lindos cães. Penso que o senhor já conseguiu vários primeiros
lugares em exposições!
O
efeito dessa pequena dose de apreciação foi grande.
-Sim.
- respondeu o juiz, esboçando sorriso orgulhoso. -Os meus cães
me servem de excelente distração. Gostaria de ver o meu canil?
Passou
quase uma hora mostrando-lhe os cães e os prêmios que eles tinham
recebido. Ele mesmo foi buscar os pedigrees e explicou os
cruzamentos responsáveis por tanta beleza e inteligência.
Depois
de um tempo, o juiz, de cenho já muito modificado, virou-se para o
jardineiro e perguntou:
-Tem
algum filhinho?
A
pergunta pegou o jardineiro de surpresa, pois nunca antes lhe havia
sido feito um questionamento pessoal.
-Sim,
tenho. - respondeu, timidamente.
-Bem,
ele não gostaria de um cachorrinho?
-Oh,
o seu contentamento não teria limites!
- afirmou o homem com sorriso nos olhos.
-Pois
bem, vou dar-lhe um. - disse o juiz.
Então
começou a ensinar como alimentar o cãozinho. Parou um pouco.
-Você
esquecerá tudo quanto eu lhe disser. É melhor que eu escreva.
O
juiz entrou, escreveu o pedigree e as instruções sobre alimentação
e as entregou ao jardineiro, junto com o cachorrinho valioso.
Gastou
mais de uma hora de seu tempo explicando, ensinando, pois havia sido
conquistado pelo comportamento agradável daquele homem simples.
Analisando
melhor toda cena, veremos que o jardineiro nada mais fez do que um rápido
elogio, proferindo algumas palavras agradáveis ao outro.
O
juiz, sentindo-se valorizado, teve prazer em estender a conversa e
ainda deixou brotar em si um sentimento de fraternidade, pensando no
outro, em seu filho, terminando por lhe oferecer um presente.
[com
base em texto de Dale Carnegie e Redação do Momento Espírita]
A
gentileza se faz presente quando conseguimos esquecer de nós mesmos
por um instante para lembrar do próximo. Quando abrimos mão de nós
em favor do outro, por um pequeno momento, a gentileza encontra
oportunidade de agir.
.......e
a gentileza gera gentileza.
Ser
agradável contagia e derruba qualquer cenho carregado, qualquer mau
humor momentâneo.
Numa
sociedade onde tantas palavras desagradáveis correm soltas aqui e
ali, onde tantas reclamações e xingamentos incendeiam os ânimos e
machucam as almas, faz-se importante aprender a ser agradável.
Ser
agradável sempre, independente da situação que estejamos vivendo,
independente de como estamos sendo tratados e recebidos.
Agindo
assim filtramos o ambiente pesado do mundo, e espalhamos o perfume
da fraternidade.
Tal
comportamento traz sempre frutos bons e surpreendentes, pois
representa, em sua essência, o amor.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.