Novos
tempos - 15/11/2009
O
despertador anunciou que um novo dia estava começando. No rádio as
manchetes do dia. Os mesmos congestionamentos, a repetição das notícias
trágicas do dia anterior.
Enquanto
se preparava para um novo dia de trabalho, o executivo ouvia pelo
celular os índices econômicos e a previsão do tempo.
Tomou
um café rápido e se dirigiu para o automóvel. A família também
o seguiu de forma automática, em silêncio. Palavras são perdas de
tempo e atrapalham, quando se está com a mente ocupada.
Durante
todo o percurso, o homem de negócios insiste em manter o celular ao
lado, ainda que seja proibido o uso enquanto dirige.
Afinal,
ele irá tocar ao menos uma vez durante o trajeto, e, com certeza,
será uma ligação de negócios. Chega ao colégio e seus dois
filhos adolescentes saem do carro. Ele segue para deixar a esposa em
seu local de trabalho.
Ao
se despedirem, há uma maior troca de palavras. Um tchau de
ambas as partes.
Chega
ao trabalho e dirige-se à sua mesa, dá uma olhada nos papéis e
consulta a secretária sobre a agenda do dia. Vai ao computador para
checar as mensagens recebidas e apagar a grande quantidade de
e-mails indesejados.
Verifica
novamente os índices econômicos importantes para o seu trabalho, lê
mais algumas notícias e responde os e-mails importantes.
Resolve
muitos problemas enquanto outros tantos surgem, fazendo com que não
tenha tempo de almoçar em casa, com a sua família.
A
refeição será naquele restaurante rápido, próximo da empresa,
para ganhar tempo.
Após
um dia de trabalho intenso, chega em casa à noite, cansado como
sempre. Logo em seguida, o celular irá tocar mais uma vez em busca
da solução de algum problema que ficou pendente. Vai verificar os
e-mails novamente. Resolve os problemas do mundo moderno e vai tomar
seu banho.
Senta-se
para jantar, mas tem que ser breve, afinal, já está na hora do
noticiário e ele precisa saber o que se passa no mundo.
Onde
está a sua família? Bem, o filho deve estar no seu quarto jogando
videogame, assistindo TV ou navegando pela Internet. A sua filha
deve estar conversando com as amigas ao telefone, ou em alguma sala
de bate-papo na Internet.
E
a esposa? Deve estar ao seu lado, vendo o mesmo noticiário que ele
vê, mas ele nem se dá conta disso. Ele está em outro mundo, em um
mundo mais moderno, mais tecnológico.
Em
resumo, em um mundo frio, onde não há relacionamentos, apenas a
simples troca de informações. Mas não é só ele que está nesse
mundo, é a sua família, é a sua vizinhança, o seu bairro, a sua
sociedade. Esta talvez seja a rotina de muitas famílias que,
absorvidas pelas facilidades tecnológicas do Terceiro Milênio, se
esquecem do aconchego do lar e da troca de idéias tão necessários
à vida de relação.
[Redação
do Momento Espírita]
As
facilidades do mundo moderno jamais deveriam afastar e isolar os
membros da família.
Por
mais que os recursos da tecnologia sejam úteis e necessários, eles
não substituem os pais na educação dos filhos.
A
Internet e a televisão são meios de comunicação frios, e não
substituem o afeto e a atenção, o calor e a ternura que um abraço
pode oferecer.
O
mundo moderno veio para facilitar as nossas vidas e não para nos
conduzir. Afinal, nós somos o piloto ou o avião? O motorista ou o
carro? O timoneiro ou o barco?
A
modernidade é complexa, mas não supera o ser humano que a criou.
Através de um simples botão conseguimos desligar a televisão, o
telefone celular, o computador....
E
isso é saudável, desde que o façamos para nos ligar à família,
aos amigos e à vida.
Importante
que usemos o bom senso e sigamos no rumo da felicidade tão sonhada,
contando sempre com as facilidades da vida moderna, mas sem nos
deixar conduzir por ela.
A
tecnologia veio para nos servir e não para nos escravizar, mas isso
é uma escolha de cada um de nós e a balança vai pender para o
lado de nossa opção. Opte corretamente!!!
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.