Pessimismo -
25/10/2009
Certa
vez, um poderoso rei, para comemorar o aniversário de seu amado
filho, resolveu fazer uma grande festa para todos os seus súditos.
Entre
as muitas atrações do evento, havia um desafio que a todos
interessou: “a escalada ao
poste”.
No
alto de um gigantesco mastro havia uma cesta repleta de ouro e de
comida. Aquele que conseguisse alcançar o topo daquele poste
poderia se deliciar com a comida e pegar para si todo o ouro.
Muitos
dos que estavam presentes, pretendiam participar daquele desafio e
quando o rei autorizou, foi dado início à prova.
O
primeiro a participar foi um rapaz alto e forte.
Ele
tomou uma distância curtíssima e começou a subir no poste. Não
chegara nem à metade, quando, cansado e irritado, desistiu.
Enquanto
descia, dizia que o poste era alto demais e que não havia nenhuma
possibilidade de que alguém alcançasse o prêmio.
Blasfemava
baixinho para que seus queixumes não fossem ouvidos pelo rei, mas
sugeriu àqueles que se aproximavam dele que não tentassem, a fim
de que o rei se visse obrigado a diminuir o tamanho do mastro.
Alguns
súditos, influenciados pelas palavras do jovem, sentiram-se
decepcionados com o rei e foram embora cabisbaixos e choramingando.
Outros proferiram contra o rei palavras de desapontamento.
De
repente, porém, do meio da multidão surgiu um garotinho muito
magro e de aparência franzina.
Tomou
distância, aproveitando o tumulto criado pelo jovem rapaz que o
antecedera, e, correndo como o vento, iniciou sua subida no mastro.
Na
primeira tentativa não teve êxito.
Quando
se preparava para tentar novamente, as pessoas ao redor gritavam:
“desista! desista!”
Mesmo
assim ele persistiu.
Parecia
mais convicto do que da primeira vez. Afastou-se e, com energia,
agarrava-se ao mastro, ganhando altura com muito empenho.
Minutos
depois, após ter realizado indescritível esforço, o garoto,
diante do olhar admirado de todos, atingiu o topo e a cesta repleta
de ouro e comida.
Alguns
o aplaudiram; outros, incrédulos, comentavam a proeza.
O
rei, admirado pela determinação do vencedor, imediatamente foi
procurar o pai do garoto para buscar uma explicação sobre o
ocorrido.
“Meu
senhor, como pôde esse menino, tão pequeno e fraco, alcançar um
objetivo tão difícil, enquanto todos o instigavam a desistir?”
– questionou curioso o soberano.
Sorrindo,
com o filho nos braços, o pai esclareceu:
“Duas
coisas motivaram o meu filho a agir da forma como agiu: a primeira
é a fome, porque há dias o pobre não come nada. E a segunda é
porque ele é surdo, e não ouviu nenhuma das palavras
desencorajadoras que lhe foram dirigidas.”
[com
base em texto de Alexandre Rangel]
Muitas
são as razões que podem nos motivar a buscar nossos objetivos.
Algumas
delas são nobres e dignas, outras emergenciais e até mesmo
casuais.
Em
verdade, o mais importante é que tenhamos metas definidas e firme
disposição para persistir sempre.
Distinguir
as palavras de orientação das palavras de desestímulo nem sempre
é tarefa fácil. Usemos, portanto, o bom senso e o discernimento
para saber insistir no que realmente vale a pena, sem nos deixar
acovardar pelos discursos pessimistas.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.