O
legado - 04/10/2009
Lester
era filho de um pastor de uma pequena cidade. Seu pai não lhe legou
dinheiro, mas lhe deu uma sólida educação em que os valores da
autoconfiança e da determinação incessante se aliavam à alegria
dos aspectos criativos da vida.
Lester
amava a música e para pagar aulas de piano com um professor ele
cortava lenha. Os anos da depressão americana puseram fim aos
estudos na faculdade e à sua carreira musical.
Aos
30 anos ele se casou com sua namorada, Frances e os dois deram início
à doce harmonia doméstica de um pequeno lar e uma família.
O
interesse de Lester pela música nunca cessou. Sempre que podia, ele
ouvia e estudava os grandes compositores clássicos. No entanto, ele
não tinha muitas oportunidades de exercitar os seus talentos.
Com
muitas contas para pagar e a perspectiva de aumentar a família, ele
nem podia pensar em adquirir um piano.
Em
1942, foi convocado para a guerra e enviado para lutar na Europa.
Todos os dias, em meio aos horrores da guerra, Lester encontrava
tempo para escrever para sua querida Frances.
Sentia
saudades dela e do “homenzinho”, forma como se referia ao seu
filho recém-nascido, que morava na “pequena mansão”, um título
pomposo dado à sua casa modesta.
Aquela
correspondência, tão valiosa e cuidadosamente guardada, era lida e
relida por Frances, que todos os dias aguardava ansiosa, a chegada
da próxima carta.
Lester
remetia todo o dinheiro que podia para sustentar sua jovem família,
e Frances trabalhava meio período como enfermeira para complementar
o orçamento.
A
economia era a nota constante. Ela comprava somente o suficiente
para as necessidades básicas e com suas orações pedia proteção
continuamente para o seu marido.
A
guerra terminou e a Europa voltou a ser um lugar seguro para viver.
No mês de março de 1946, Lester retornou para os seus familiares
na “pequena mansão”.
Uma
grande surpresa o aguardava. Uma verdadeira dádiva de amor. Frances
guardara todos os cheques que ele enviara para alimentar sua pequena
família. Ela os economizou e juntou cuidadosamente para comprar um
presente que alimentaria a alma do seu amado.
Renunciando
ao próprio conforto, Frances poupou quase tudo a fim de comprar um
piano para ele. Na verdade era uma espineta, um antigo instrumento
de cordas semelhante ao cravo. Mas para Lester era o melhor e o mais
belo piano de concerto do mundo. Ele era o saldo da renúncia máxima
de uma mulher.
O
piano de Lester ainda hoje é um símbolo de amor permanente. Seus
netos o guardaram com zelo e quando se sentam para tocá-lo têm a
sensação de que trazem de volta à vida a história da família.
É
como se retornassem a ouvir o velho avô tocando canções de ninar
para seus filhos, sinfonias arrebatadoras de Beethoven para a sua avó
e músicas alegres para dançar.
Cada
nota do instrumento transmite o amor que Frances e Lester sentiam um
pelo outro, pelos filhos e pelos netos.
Eles
partiram para a espiritualidade, mas legaram aos seus amores uma lição
imortal: a do amor que supera a amargura, a distância, o tempo e a
vida física.
[com
base em texto de Alice Gray e da Equipe de Redação do Momento Espírita]
São
necessárias duas pessoas para haver aconchego. Mantenha sempre uma
expressão agradável no rosto. Ele é o espelho onde seu amado ou
sua amada deve se refletir.
Cantar
atrai mais afeição do que gritar.
Quando
você tem amor no coração qualquer pessoa a seu redor encontra
alegria em sua presença.
A
felicidade irradia em todas as direções e é contagiante....então,
espalhe esse vírus.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.