Seguir
em frente - 23/08/2009
Muitos de nós, ao acordarmos todos os dias, com os
mesmos problemas, costumamos a reclamar e desanimar.
Dizemo-nos cansados porque a noite, que estabeleceu o
intervalo entre o ontem e o hoje, não apagou as dificuldades que
ressurgem, com o novo dia.
Angustiamo-nos porque a rotina nos sufoca, os
problemas se acumulam e as soluções parecem não chegar nunca.
E nos arrastamos por mais 24 horas.
No entanto, ao ouvirmos relatos de pessoas que
sofreram grandes impactos em suas vidas, o que notamos é sua força
de vontade vigorosa, com a certeza de lutar e vencer.
Uma dessas pessoas é a americana Lauren Manning.
No dia 11 de setembro de 2001, ao entrar no edifício
da Torre Norte do World Trade Center, em Nova Iorque, uma bola de
fogo desceu pelo poço do elevador em que estava e a derrubou.
Aproximadamente 82% do seu corpo sofreu queimaduras.
As mãos ficaram de tal modo queimadas que nelas só
existe tecido cicatrizado e osso.
Seu filho tinha, na ocasião, somente 10 meses de
vida.
E, enquanto ele deixou o carrinho para engatinhar,
passou a andar, aprendeu a usar o patinete e a bicicleta, ela teve
de aprender a se sentar, ficar de pé, andar, usar o copo, o garfo e
a faca.
Depois de mais de 25 cirurgias realizadas para enxerto
de pele e correção de cicatrizes nas costas, no rosto e nas mãos,
Lauren mantém o otimismo.
Os progressos físicos foram conseguidos a duras
penas. Graças a uma luva especialmente ajustada, Lauren até
consegue segurar uma raquete de tênis. Embora não possa sacar.
Ela ainda visita terapeutas ocupacionais e
fisioterapeutas, que a ajudam a alongar as mãos delicadas,
terrivelmente queimadas pelo metal quente das portas do saguão.
Com todo esse drama, Lauren diz:
-Eu não
tenho dias ruins.
Ela e o marido aproveitam o que tem: um ao outro e ao
filho Tyler que, somente aos 4 anos de idade, soube o que aconteceu
com sua mãe naquele dia terrível. Isso porque viu os pais na TV e,
então, lamentou:
-Não queria
que você tivesse se machucado.
Em verdade, se não tivesse se atrasado, naquele dia,
ela estaria no 106º andar, na hora em que o avião se chocou contra
a torre. E teria morrido.
O atraso lhe salvou a vida.
Lauren brinca com o filho, sorri ao contar como faz
teatrinho com ele, dramatizando histórias e confidencia que
adoraria ter mais filhos.
A esperança está viva nela, que conclui:
-A vida não
poderia ser melhor.
[com base no artigo
“Sobrevivi” por Gail C. Wescott publicaddo na Revista Seleções
Readers Digest]
Sejamos mais otimistas e batalhadores.
Miremo-nos em exemplos como o de Lauren, que existem
às centenas.
Agradeçamos a Deus pela vida, pelas nossas dores e
pelas nossas vitórias.
Não temamos o fracasso e não alimentemos tragédias.
Vivamos cada dia, com sol, chuva ou tempestade porque,
afinal, a madrugada de bonanças surge sempre, concedendo-nos breve
trégua, a fim de que nos reabasteçamos de luz e prossigamos.
Os percalços fazem parte da vida e para que possamos
viver em constante evolução, devemos aprender a seguir em frente
sempre com firmeza e perseverança, sem jamais esmorecer. E só
assim, conquistamos a verdadeira felicidade.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.