Admitir
falhas - 26/07/2009
Ele
carregou aquele peso inútil durante todo o dia.
Saíra
de casa afobado, nervoso, e ainda por cima, havia discutido com a
esposa.
Defendera
uma idéia, um pensamento, com unhas e dentes, como se não
conseguisse admitir, de forma alguma, que sua opinião poderia não
ser a verdadeira.
Foi
grosseiro, teimoso e impaciente.
Voltava
agora para casa, e ao sintonizar a rádio no carro, ouviu a frase: Posso
estar errado.
Era
um professor dizendo o quanto sua vida se tornou diferente, quando
passou a considerar esta opção, perante os alunos.
Dizia
que passaram a respeitá-lo mais do que antes, quando pretendia ser
sempre o dono da verdade.
Afirmava
que até mesmo os conteúdos, sendo passados de uma forma mais
humilde, menos impositivos, eram mais bem absorvidos pela classe.
Ele
resumia sua teoria dizendo: Admitir falhas é o melhor caminho.
Dale
Carnegie, autor do best seller “Como fazer amigos e influenciar
pessoas”, afirma que você
nunca terá aborrecimentos admitindo que pode estar errado.
Isto
evitará discussões e fará com que o outro companheiro se torne tão
inteligente, e tão claro e tão sensato como foi você.
Fará
com que ele também queira admitir que pode estar errado.
A
inflexibilidade de uma opinião gera quase sempre aversão. Um gesto
de humildade sempre inspira outro.
[com
base em texto de Dale
Carnegie e da revista Prana Yoga Journal]
Será
que costumamos fazer este exercício? Considerar, nesta ou naquela
situação ou discussão, que podemos estar errados?
Ou
ainda insistimos em achar que o nosso ponto de vista é sempre o
mais correto?
Parece
que, ao acharmos que estamos com a razão, acreditamos que a nossa
opinião é mais importante do que a dos demais, e que tem de
prevalecer.
Não
percebemos, mas isso é manifestação do vício do orgulho, em uma
de suas muitas formas de atuação.
Um
exercício interessante é tentar, a cada momento, considerar a
simples hipótese de que podemos estar errados, e fazer um esforço
para enxergar as coisas por outro ângulo.
Podemos
experimentar ser mais flexíveis e abertos e lembrarmos que algumas
vezes podemos não estar com a razão.
Tal
forma de agir nos ajuda a tomar decisões mais acertadas e, conseqüentemente,
duradouras, pois elas não terão sido fruto de uma reação automática
de nossa personalidade.
Ao
nos desapegarmos da necessidade de estarmos sempre com a razão,
transformamos nossas vidas numa experiência bem mais prazerosa.
Afinal,
por que temos que estar sempre certos? Não parece um peso desnecessário
que carregamos nos ombros?
Buscar
acertar sempre é saudável, nos faz crescer. Porém, querer ser
sempre o dono da verdade, é desperdício de energia. Além de ser
uma pretensão muito grande.
O
caminho para a verdade está em conhecer todos os ângulos possíveis
de visão sobre algo, e isso só é possível ouvindo os outros,
considerando as experiências alheias na construção de nosso
conhecimento.
Quanto
mais humildes, mais ouvimos. Quanto mais orgulhosos, mais queremos
ser ouvidos.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.