Observar
de fora - 19/07/2009
Narra
Charles Swindoll que, logo depois do término da segunda guerra
mundial, a Europa começou a ajuntar os cacos que restaram.
Grande
parte da Inglaterra estava destruída. As ruínas estavam por todo
lugar. E, possivelmente, o lado mais triste da guerra tenha sido
assistir as criancinhas órfãs morrendo de fome, nas ruas das
cidades devastadas.
Certa manhã
de muito frio, na capital londrina, um soldado americano estava
retornando ao acampamento. Numa esquina, ele viu, do seu jipe, um
menino com o nariz pressionado contra o vidro de uma confeitaria.
Parou o veículo,
desceu e se aproximou do garoto. Lá dentro, o confeiteiro sovava a
massa para uma fornada de rosquinhas.
Os olhos
arregalados do menino falavam da fome que lhe devorava as entranhas.
Ele observava todos os movimentos do confeiteiro, sem perder nenhum.
Através
do vidro embaçado pela fumaça, o soldado viu as rosquinhas
quentes, e de dar água na boca, sendo retiradas do forno. Logo
mais, o confeiteiro as colocou no balcão de vidro com todo o
cuidado.
O soldado
ouviu o gemido do menino e percebeu como ele salivava. Em pé, ao
lado dele, comoveu-se diante daquele órfão desconhecido.
-Filho,
você gostaria de comer algumas rosquinhas?
O menino
se assustou. Nem percebera a presença do homem a observá-lo, tão
absorto estava na sua contemplação.
-Sim –
respondeu - eu gostaria muito.
O soldado
entrou na confeitaria e comprou uma dúzia de rosquinhas. Colocou-as
dentro de um saco de papel e se dirigiu ao local onde o menino se
encontrava, na gélida e nevoenta manhã de Londres.
Sorriu e
lhe entregou as rosquinhas, dizendo de forma descontraída:
-Aqui estão
as rosquinhas.
Virou-se
para se afastar. Entretanto, sentiu um puxão em sua farda. Olhou
para trás e ouviu o menino perguntar, baixinho:
-Moço...você
é Deus?
[com
base em texto de Charles Swindoll]
Existem
gestos pequenos, mas que significam muito para algumas vidas.
Para uma
criança faminta, um pedaço de pão é a glória. Para uma criança
faminta e desejosa de doces, conseguir ter alguns para saciar sua
vontade, é a suprema delícia.
Aprendamos
a observar o de que necessitam as pessoas, ao nosso redor. Quase
sempre são coisas pequenas que podemos realizar, ocasionando
pequenas ou grandes alegrias.
Pensemos
nisso e não permitamos que as chances se percam, nas vielas do
mundo.
Por vezes,
basta um gesto de carinho ou uma palavra de incentivo.
Não seja
apenas um observador distante da vida. Todos nós estamos na condição
de membro do organismo universal, investidos de tarefas e de
responsabilidades, de cujo desempenho, resultará na ordem e no
sucesso de muitas coisas.
Não te
permitas andar pela vida como quem observa de fora, mas, ao contrário,
participa de forma consciente e ativa das ações que iluminam e
enriquecem outras vidas.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.