Ainda
dá tempo - 12/07/2009
Era
início de tarde de um dia ensolarado. Após almoçar, Carolina
caminhava de volta ao trabalho, pelos jardins da praia, mesmo sendo
um percurso um pouco mais longe, mas sentia uma sensação
revigorante em andar entre os chapéus de sol e o lindo gramado.
Há
alguns meses a Prefeitura havia instalado, em um trecho do jardim,
lixeiras para lixo reciclável, com cores e rótulos diferentes para
metal, plástico, papel e vidro.
Carolina,
que achara a iniciativa excelente, costumava, ao passar por ali,
observar as pessoas ao utilizarem as lixeiras.
Para
sua tristeza, era comum que os transeuntes depositassem o lixo sem
atenção e comumente de modo incorreto, mas nunca tivera coragem de
abordar alguém.
Isto
lhe causava certa indignação, e costumava julgar que as pessoas,
de maneira geral, não se importam com a natureza.
Acostumada,
desde criança, a separar os resíduos recicláveis, não admitia o
descuido em casa. Afinal, pensava ela, temos um compromisso com
nosso planeta.
Nesse
dia, ao se aproximar do lugar onde foi instalada esta lixeira,
reparou em uma criança, com não mais que seis anos, que segurava
uma lata de metal em uma mão, e, com a outra, segurava a mão da mãe
que caminhava apressada.
A
criança soltou a mão da mãe e parou em frente às lixeiras, esforçando-se
para ler os rótulos. A mãe seguiu mais alguns passos, parou e
chamou a filha.
A
menina respondeu que precisava jogar a latinha no lugar certo, ao
que a mãe retrucou:
-Tanto
faz, jogue em qualquer uma, pelo menos não está jogando na rua.
Apresse-se!
A
garotinha não se intimidou. Respondeu que a professora dissera, na
escola, que separar o lixo é importante para quem trabalha com ele
e para ajudar a natureza. Dirigiu-se então para a lixeira correta e
colocou a lata.
Em
seguida, com um sorriso nos lábios, correu para junto da mãe que já
estava se afastando.
Carolina
havia parado e observara a cena sorrindo. Emocionou-se ao ver aquela
criança tão pequena agindo tão corretamente e servindo de lição
para a mãe. Pensou que é possível, sim, modificar as pessoas pela
educação.
Chegando
ao trabalho, resolveu vistoriar as lixeiras que ela mandara
instalar, de cores diferentes, com rótulos específicos e percebeu
resíduos dispensados incorretamente.
Parou
para pensar: Havia instruído corretamente seus funcionários?
Dirigiu-se
ao computador e buscou, em um site da Prefeitura, as corretas indicações
para a separação.
Fez
um resumo e imprimiu algumas cópias. Marcou uma reunião com o
turno da tarde e outro com o turno da manhã.
Para
sua surpresa, os funcionários interessaram-se muito pelo assunto, e
ela descobriu que eles careciam de conhecimentos detalhados sobre a
correta separação.
Feliz,
Carolina discorreu sobre todos os itens, de forma detalhada. O
assunto se estendeu até para cuidados com o lixo doméstico e sobre
como evitar desperdícios.
A
zeladora prometeu vistoriar as lixeiras.
Alguns
dias mais tarde, ao lembrar-se do fato, Carolina concluiu que,
apesar de pensar estar fazendo sua parte, na verdade, pôde fazer
muito mais.
E
sentiu-se profundamente feliz e grata àquela pequena criança anônima.
[com
base em texto da Redação do Momento Espírita e fato real]
A
Terra nos acolhe e permite a maravilhosa oportunidade de viver.
Temos para com ela, bem como para com as gerações futuras, o
compromisso de preservá-la, em agradecimento à maravilhosa obra de
Deus, da qual somos parte integrante.
Por
isso, é fundamental, que todos nós, assumamos nossa parcela de
responsabilidade perante o planeta, pois somente este tipo de consciência
poderá minorar ou erradicar os problemas ambientais, que, se
continuar na proporção em que estão nos reservará um futuro não
muito promissor para todos os indivíduos que aqui vivem.
Antes
que isso aconteça, faça sua parte.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.