Envelhecer -
27/06/2009
Um
grande número de pessoas tem medo da velhice. O próprio termo
velhice vem sendo substituído pela expressão “terceira idade”
ou mesmo “melhor idade”, para causar menos impacto.
É
que, de um modo geral, as pessoas observam a velhice como o período
da diminuição das forças físicas e da menor resistência do
organismo a doenças.
Em
muitos casos, redução da capacidade mental; dependência de outros
nas necessidades pessoais e proximidade da morte.
Ante
a velhice que se aproxima, a pessoa fica matutando algumas perguntas
como: O que será de mim? Será que vou ficar inútil? Será que me
abandonarão em um asilo?
Essas
dúvidas, se alimentadas com freqüência, podem gerar angústia e
infelicidade.
Por
pensar que velhice é sinônimo de incapacidade é que aquele
professor de violino ouviu, admirado, a pretensão daquele velhinho
de oitenta e dois anos:
-Quero
ser seu aluno!
-Muito
bem, senhor Antônio, seja feita sua vontade. Entretanto, é bom que
o senhor saiba que não sendo jovem terá dificuldade no
aprendizado. Além do mais, trata-se de um instrumento musical dos
mais complexos.
O
senhor idoso era lúcido e ágil. Por isso respondeu:
-Não
tem problema. Estou disposto a enfrentar essa barra mesmo com minhas
limitações.
O
professor de violino não se conformou.
-Senhor
Antônio, já se deu conta de que para sua iniciação musical serão
necessários anos dedicados a estudo e exercícios? Considerando sua
idade, sua vida caminhando para o final, não lhe parece um desperdício
estudar?
Foi
aí que o senhor Antônio sorriu e com muita serenidade e sapiência
retrucou ao jovem professor:
-De
forma alguma é um desperdício. O esforço do aprendizado me
oferecerá motivações para a vida. Alegrará meu presente e também
preparará o meu futuro. Tenho certeza de que, ao regressar ao mundo
espiritual, estarei enriquecido com noções musicais. Isso
facilitará minha reintegração na próxima morada, a do mundo
espiritual. Afinal, lá também há violinistas.
[autoria
desconhecida]
Esta
é a verdadeira sabedoria. Não desistir nunca. Não se permitir
parar de aprender.
Afinal,
a vida não acaba. São somente etapas de aprendizado que se
completam. Etapas que devem ser aproveitadas integralmente,
favorecendo o porvir.
O
que se aprende em uma existência, arquiva-se e na outra, aparecerá
como vocação e talento. Aprender em qualquer idade é o caminho mágico
de realizações gloriosas.
Quem
realiza o aprendizado com perseverança, vai em frente, melhorando
sempre, sem cansar nunca.
A
vida de São Vicente de Paulo é um excelente exemplo de quem
superou a enfermidade e a velhice.
Após
os setenta anos, tornaram-se impossíveis as viagens a cavalo para
as visitas habituais às várias casas sacerdotais, e ainda assim
ele prossegue no trabalho.
Ao
chegar ao ponto de não poder mais sair da casa onde residia, ele não
para. Dotado de indomável energia, Vicente de Paula, a cada manhã
profere palestra aos seus discípulos. Conserva impressionante
serenidade e lucidez até o final de sua vida.
A
vida deve ser produtiva para todo o sempre, pois bem dizem que a
juventude só acaba quando se apaga o entusiasmo.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.