Preocupação
excessiva - 07/06/2009
Como
você lida com suas preocupações?
Existe
alguma, neste exato momento, que esteja lhe consumindo as energias,
os seus pensamentos?
Pois
bem, vejamos o que nos diz Dale Carnegie, em trecho de sua obra “Como
evitar preocupações e começar a viver”.
Narra
ele o caso de um aluno seu que, certo dia, sofreu um colapso
nervoso.
A
causa? Preocupações.
O
estudante confessa:
“Eu
me preocupava com tudo: preocupava-me porque era muito magro; porque
pensava que estava perdendo cabelo; porque receava não ganhar
dinheiro suficiente para casar.
Preocupava-me
porque sentia que jamais seria um bom pai; porque pensava que não
estava levando uma vida decente; porque pensava que tinha uma úlcera
no estômago.
Não
podia mais trabalhar, renunciei ao emprego.
Criei,
dentro de mim, tal tensão, que parecia mais uma caldeira com
excesso de pressão e sem válvula de segurança.
A
pressão tornou-se tão insuportável, que alguma coisa tinha de
acontecer. E aconteceu.
Se
você nunca sofreu um colapso nervoso -
diz ele - peça a Deus que jamais tal lhe aconteça, pois nenhuma
dor física pode exceder o sofrimento que tanto aflige uma mente
atormentada.
Meu
colapso foi tão sério, que eu não podia falar nem mesmo com os
membros de minha família. Não me era possível controlar os
pensamentos. Sentia-me completamente tomado pelo medo.
Cada
novo dia era um dia de agonia. Considerava que todos tinham me
abandonado - até mesmo Deus. Sentia-me tentado a jogar-me no rio e
terminar com tudo de uma vez.
Resolvi,
porém, em lugar disso, fazer uma viagem à Flórida, na esperança
de que a mudança de cenário pudesse fazer-me bem.
Ao
subir no trem, meu pai me entregou uma carta e recomendou-me que não
a abrisse antes de chegar à Flórida. Chegando lá, alguns dias se
passaram, e procurei arranjar trabalho num cargueiro, mas não tive
sorte. De modo que passava o tempo na praia.
Sentia-me
mais infeliz na Flórida do que o era em casa.
Abri,
pois, o envelope, para ver o que meu pai escrevera.
A
nota dizia:
-Meu
filho, você está há mais de dois mil quilometros de casa e não
se sente de modo algum diferente, não é assim?
-
Sabia que você não se sentiria, porque levou em sua companhia a única
coisa que é a causa de todas as suas preocupações - você mesmo.
-Não
há nada que não esteja bem em seu corpo ou em seu cérebro. Não
foram as situações com que você deparou que o venceram: foi a
maneira de você pensar nessas situações.
-O
homem é o que ele pensa do fundo do seu íntimo. Quando você
compreender isso, meu filho, pode vir para casa, pois estará
curado."
[Redação
do Momento Espírita com base em Dale Carnegie]
Há
motivos, sim, para preocupações, porém, relevantes e profundas,
aquelas que dizem respeito às questões espirituais, tendo em vista
o impositivo do progresso que te espera.
Elas,
no entanto, não se podem converter em inquietações que te
prejudiquem a conduta emocional, porque fazem parte do teu programa
de evolução. Tudo não passa de um processo natural.
O
que precisamos mesmo é aprender a superar às preocupações
cotidianas, colocando as angústias e mágoas de lado, perdoando
mais e desistindo de controlar tudo o que nos cerca.
Parar
de usar a crise como desculpa para tudo que acontece de errado, e
desta maneira, jogar fora os maus pensamentos e saborear a vida de
forma plena e feliz.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.