Força
interior - 31/05/2009
O desânimo
é inimigo sutil do ser humano.
Instala-se
a pouco e pouco, terminando por vencer as resistências morais, que
se sentem desestimuladas por falta de suporte emocional para a luta.
São
várias as causas do desânimo.
Pode
ser resultante de uma enfermidade orgânica, que gera perda de
energia, por conseqüência, de entusiasmo pela vida.
Pode
resultar de estresse decorrente de agitação ou de tensões
continuadas.
Também
por frustrações profundas, que deixam n’alma um grande vazio.
Contudo,
seja qual for a causa, o importante é não se deixar envolver pelo
desânimo, desalentador e destruidor de vidas.
Se
a causa é a enfermidade, o estresse ou a frustração, há que se
buscar a terapia conveniente.
Por
vezes, um pequeno estímulo, um alento é suficiente para se sair de
um estado de desânimo para o de entusiasmo.
Um
ilustre juiz contou certa vez um episódio que transformou toda a
sua vida.
Aos
16 anos de idade, viu-se obrigado a deixar a escola e a se empregar
como varredor numa fábrica.
Quando
veio a crise econômica da década de 1930, numa tarde cinzenta, na
véspera de natal, ele foi despedido, junto com centenas de outros
empregados.
Quando
saiu para a rua, ao final do turno de trabalho, foi seguindo no meio
de uma fila silenciosa e sombria de operários.
Embora
adolescente, ele se sentia envelhecido num mundo sem esperanças.
À
sua frente, caminhava um homem magro e mal vestido.
Aquele
homem também fora despedido. Mas ia assobiando pelo caminho.
O
rapaz se aproximou dele e perguntou:
-O
que você vai fazer agora?
E
o desconhecido respondeu com naturalidade:
-Acho
que vou para a África. Lá, rapaz, as estrelas sobre o deserto são
do tamanho de ameixas. Ou talvez eu vá para o Rio de Janeiro. As
luzes ali sobem sem parar da praia até o céu.
O
mundo é bem grande, rapaz, e o que há nele dá de sobra para fazer
qualquer homem feliz, desde que não tenha medo de ir aonde a cabeça
e o coração o levarem.
Para
o adolescente, aquelas palavras tiveram um grande efeito.
Foi
como se tivesse sido aberta uma janela na parede de uma prisão e
ele pudesse ver através de milhões de quilômetros.
Foi
para casa com a cabeça cheia de planos. Se aquele homem, bem mais
maduro do que ele, tinha forças para tecer planos para o futuro,
ele, adolescente, deveria ter muito mais.
E,
pensando assim, na semana seguinte não somente conseguiu encontrar
um meio de se manter, como se matriculou numa escola noturna,
perseguindo o seu sonho que viria se tornar realidade: formar-se em
direito e seguir a carreira da magistratura.
Ser
um juiz.
[com
base nas autorias de Wallace Leal Rodrigues de Divaldo Pereira
Franco]
Além
da força interior e da coragem para enfrentar os medos, nunca é
demais insistir que a oração é uma arma poderosa para o combate
ao desânimo.
Ela
favorece a canalização de energias superiores que vertem da
divindade em direção ao indivíduo que se encontra em atitude
receptiva.
Com
a prece, a criatura vai sentindo momentos de bem-estar e euforia.
São
momentos rápidos, mas que pela constância, vão se fixando na
criatura, até se tornarem habituais, preenchendo o vazio interior.
O
hábito da oração sincera restitui a alegria de viver, oferecendo
ao ser metas saudáveis e renovadoras, que o enriquecem de paz
interior.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.