Integridade -
03/05/2009
Há
muito tempo houve um mestre que vivia em um templo arruinado, em
companhia de grande número de discípulos.
Todos
sobreviviam graças às doações e esmolas recebidas dos moradores
de uma cidade próxima.
Os
discípulos, insatisfeitos com a situação, começaram a reclamar
das péssimas condições do templo.
Um
dia, o mestre chamou todos para uma reunião e propôs o seguinte:
“nós
devemos fazer uma reforma geral no templo, mas como nos ocupamos
somente com estudos e meditações, não sobra tempo para trabalhar
e arrecadar o dinheiro que precisamos. Assim, eu pensei numa solução
simples e gostaria de saber se posso contar com todos vocês.”
Os
discípulos ouviam com atenção enquanto o mestre lhes disse: “cada
um de vocês deve ir para a cidade e roubar bens que poderão ser
vendidos para a arrecadação de dinheiro. Desta forma poderemos
fazer uma boa reforma em nosso templo.”
Os
estudantes ficaram espantados com a sugestão do mestre, a quem
todos julgavam um verdadeiro sábio. Mas, desde que todos tinham por
ele grande respeito, não fizeram nenhum protesto.
E
o mestre disse, logo a seguir, de modo bastante severo: “como
estaremos cometendo atos ilegais e imorais, e não quero manchar
nossa excelente reputação, solicito que só roubem quando ninguém
estiver olhando. Não quero que ninguém seja apanhado em flagrante.”
Quando
o mestre se afastou, os discípulos discutiram o plano.
-É errado roubar, disse
um deles. Por
que nosso mestre nos pede para cometer este ato?
Outro
respondeu em seguida: “isto
permitirá que possamos reformar o nosso templo, o que é uma boa
causa.”
Dessa
forma, todos concordaram que o mestre era sábio e justo e deveria
ter uma boa razão para fazer tal pedido.
Assim,
logo partiram em direção à cidade, prometendo que fariam tudo às
escondidas para não causar a desgraça do templo.
Todos
os estudantes foram para a cidade. Todos, menos um.
O
sábio se aproximou dele e lhe perguntou: “por que você ficou para trás?”
“Porque
não posso seguir as orientações para roubar onde ninguém esteja
me vendo.”
O
mestre se fez de desentendido e pediu ao garoto que se explicasse
melhor.
E
ele disse com firmeza: “aonde
quer que eu vá, eu sempre estarei olhando para mim mesmo. Meus próprios
olhos me irão ver roubando e minha consciência registrará o fato.”
O
sábio mestre abraçou o menino com um sorriso de alegria e disse:
“eu
só estava testando a integridade dos meus estudantes, e você foi o
único que passou no teste.”
Após
muitos anos aquele garoto se tornou um grande mestre.
[com
base no livro: “As 100 mais belas parábolas de todos os
tempos”]
Sem
dúvida nenhuma quando uma pessoa é íntegra tem, acima de tudo,
responsabilidade com a própria consciência.
A
verdadeira integridade jamais se submete, por saber que os fins não
justificam os meios, como ocorreu com o lendário Robin Hood, que
roubava dos ricos e dava aos pobres.
Ademais,
não há nada que possa justificar ao íntegro, a perda da sua
integridade, da sua dignidade, da sua honradez.
O
homem digno sabe que mesmo que possa fazer algo ilícito, no mais
completo anonimato, sempre há alguém a observar: Deus. O
Onipresente e Onisciente.
Paulo,
o grande apóstolo de Jesus, compreendia bem o que significa um
homem honrado ao dizer: “tudo
me é lícito, mas nem tudo me convém”.
Pensemos
nisso.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.