Gentil
alecrim - 29/03/2009
Há
dias em que se tem a impressão de se estar dentro de um espesso
nevoeiro. Tudo parece monótono e difícil e o coração fica
triste. É a noite escura da alma.
Era
meu aniversário e justamente um destes dias estranhos, quando uma
voz interior me disse: “Você precisa tomar chá de alecrim”.
Fui
ao jardim e lá estava nosso viçoso pé de alecrim. Interessante é
que quase todos que visitam nossos jardins demonstram afeição e
respeito pelo alecrim.
Confesso
que nunca liguei muito para ele. Mas, naquele dia, com toda reverência,
colhi alguns ramos, preparei um chá e o servi em uma linda xícara.
O aroma era muito agradável e, a cada gole que bebia, senti a mente
ir clareando. Uma sensação de bem-estar e alegria foi se
espalhando pelo corpo e senti enorme felicidade no coração.
Fiquei
muito impressionado com a capacidade dessa planta de transmitir
alegria. Aliás, o nome alecrim já lembra alegria.
Resolvi
pesquisar a respeito e – veja só que maravilha! O alecrim – Rosmarinos
officinalis, planta nativa da região mediterrânea – foi
muito apreciado na Idade Média e no Renascimento, aparecendo em várias
fórmulas, inclusive a “Água da Rainha da Hungria”, famosa solução
rejuvenescedora.
Elizabeth
da Hungria recebeu, aos 72 anos, a receita de um anjo (um monge?)
quando estava paralítica e sofria de gota. Com o uso do preparado,
recobrou a saúde, a beleza e a alegria. O rei da Polônia chegou a
pedi-la em casamento!
Madame
de Sévigné recomendava água de alecrim contra a tristeza, para
recuperar a alegria. Rudolf Steiner afirmava que o alecrim é, acima
de tudo, uma planta calorífera que fortalece o centro vital e age
em todo o organismo. Além disso, equilibra a temperatura do sangue
e, através dele, de todo o corpo. Por isso é recomendado contra
anemia, menstruação insuficiente e problemas de irrigação sangüínea.
Também atua no fígado. E uma melhor irrigação dos órgãos
estimula o metabolismo.
Um
ex-viciado em drogas revelou que tivera uma visão de Jesus que o
tornou capaz de livrar-se do vício.
“Jesus
lhe sugeria que tomasse chá de alecrim para regenerar e limpar as células
do corpo, pois o alecrim continha todas as cores do arco-íris”.
O
alecrim é digestivo e sudorífero. Ajuda a assimilação do açúcar
(no diabetes) e é indicado para recompor o sistema nervoso após
uma longa atividade intelectual. É recomendado para a queda de
cabelo, caspa, cuidados com a pele, lesões e queimaduras; para
curar resfriados e bronquites, para cansaço mental e estafa; ainda
para perda de memória, aumentando a capacidade de aprendizado.
Existe
uma graciosa lenda a respeito do alecrim:
Quando
Maria fugiu para o Egito, levando no colo o menino Jesus, as flores
do caminho iam se abrindo à medida que a sagrada família passava
por elas. O lilás ergueu seus galhos orgulhosos e emplumados, o lírio
abriu seu cálice. O alecrim, sem pétalas nem beleza, entristeceu
lamentando não poder agradar o menino.
Cansada,
Maria parou à beira do rio e, enquanto a criança dormia, lavou
suas roupinhas. Em seguida, olhou a seu redor, procurando um lugar
para estendê-las. “O lírio quebrará sob o peso, e o lilás é
alto demais”. Colocou-as então sobre o alecrim e ele suspirou de
alegria, agradeceu de coração a nova oportunidade e as sustentou
ao sol durante toda a manhã.
“Obrigada,
gentil alecrim” – disse Maria. “Daqui por diante ostentarás
flores azuis para recordarem o manto azul que estou usando. E não
apenas flores te dou em agradecimento, mas todos os galhos que
sustentaram as roupas do pequeno Jesus serão aromáticos. Eu abençôo
folha, caule e flor, que a partir deste instante terão aroma de
santidade e emanarão alegria.”
[autoria
desconhecida]
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.