Repouso
mental - 22/03/2009
Como
suportar grandes tragédias, sem desistir?
Como
expulsar da mente as grandes preocupações?
Marion
Douglas conta uma experiência pessoal muito forte, uma verdadeira
tragédia aos olhos humanos, segundo ele, ou melhor, duas grandes
tragédias.
Conta
primeiramente da grande perda que sentiu, com a morte de sua
filhinha de cinco anos, que adorava.
Ele
e a esposa julgaram não poder suportar essa primeira perda. Mas,
como ele mesmo disse: -Dez meses depois, Deus nos deu uma outra
filhinha e ela morreu em cinco dias.
Foi-lhes
quase impossível aguentar essa dupla perda.
-Eu
não me podia conformar - disse o pai. -Não conseguia
dormir, nem comer, nem descansar, nem, ao menos, tranquilizar-me.
Estava com os nervos profundamente abalados e perdera completamente
a confiança em mim mesmo.
Procurou
vários médicos.
Um
deles recomendou pílulas para dormir. Outro, uma viagem.
Experimentou ambas as coisas, mas nenhuma delas deu resultado.
-Era
como se o meu corpo estivesse preso numa cavilha, e a manivela cada
vez o apertasse mais.
A
tensão do sofrimento... Quem já se viu alguma vez paralisado pela
dor sabe bem o que isso quer dizer.
-Mas,
graças a Deus tínhamos ainda uma criança, um filho de quatro
anos. Foi ele quem solucionou o meu problema.
-Uma
tarde, em que me sentei a um canto, sentindo piedade de mim mesmo,
ele me perguntou: "Papai, quer construir um bote para
mim?"
-Eu
não me achava em estado de espírito para construir um bote. Para
dizer a verdade, não estava em estado de espírito para fazer nada.
Mas o meu filho é uma criaturinha persistente! Tive que ceder.
-Demorei
cerca de três horas construindo o pequeno barco.
-Ao
terminar, verifiquei que as três horas que passara trabalhando no
barco tinham sido as primeiras horas de repouso mental e de paz, que
experimentara durante muitos meses!
-Essa
descoberta me arrancou da apatia em que estava, fazendo-me pensar
muito, o que não fazia há muitos meses!
-Compreendi
que é difícil se preocupar quando se está ocupado com alguma
coisa que requer planejamento e raciocínio.
-No
meu caso, a construção do pequeno bote expulsou-me do Espírito
todas as preocupações. De modo que resolvi continuar sempre
ocupado.
-Passei
a encher minha vida de atividades estimulantes.
[com
base em livro de Dale Carnegie]
Enquanto
nos achamos em atividade, temos poucas preocupações. Mas as horas
que se seguem ao trabalho ..... eis as horas perigosas...
O
trabalho, a ocupação útil, é remédio poderoso contra as
enfermidades que assolam a alma extremamente preocupada.
O
trabalho é Lei Divina, e por isso apresenta-se como rico
instrumento de felicidade e reestruturação, para o Espírito
machucado pelas lutas.
Sejamos
úteis ao mundo. Trabalhemos! E veremos que não nos sobrará tempo
para preocupações.
Winston
Churchill certa vez afirmou, quando lhe perguntaram se se sentia
preocupado com as enormes responsabilidades que tinha, na fase mais
difícil da guerra:
“Estou
muito ocupado. Não tenho tempo para preocupações”.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.