Se
você soubesse que morreria hoje, o que faria - 08/03/2009
Se você soubesse que hoje iria morrer - o
que faria?
Esta pergunta foi feita a um homem, no século
XIII. Era um homem iluminado. Nascido em berço de ouro, conheceu as
delícias da abastança. Filho de rico mercador trajava-se com os
melhores tecidos da época.
Sua adolescência e juventude foram
impregnadas das futilidades daqueles dias, em meio a expressivo número
de amigos.
Assim transcorria sua vida, quando um chamado
se deu a esse jovem. Então, ele se despiu dos trajos da vaidade e
se transformou no Irmão Francisco, o Irmão dos Pobres. Sua alma se
encheu de poesia e ele passou a compor versos para as coisas
pequeninas, mas muito importantes, da natureza.
Chamou irmãos à água, ao vento, ao sol,
aos animais. Sua alma exalava o odor da alegria que lhe repletava a
intimidade. Muitos amigos o seguiram, abraçando os lemas da obediência,
pobreza e castidade. Amigos na opulência, amigos na virtude.
Certo dia, enquanto arrancava do jardim as
ervas daninhas, Frei Leão, que o observava, lhe perguntou:
-Irmão Francisco, se você soubesse que
morreria hoje, o que faria?
Francisco descansou o ancinho, por um
instante. Seus olhos, apagados para as coisas do mundo passageiro,
pareceram contemplar paisagens interiores de beleza. Suspirou,
pareceu mergulhar o olhar para o mais profundo de si e respondeu
sereno:
-Eu? Eu continuaria a capinar o meu jardim.
E retomou a tarefa, no mesmo ritmo e
tranquilidade.
Quantos de nós teríamos condições de agir
dessa forma? A morte nos apavora a quase todos. Tanto a tememos que
existem os que sequer pronunciamos a palavra, porque pensamos atraí-la.
Outros, nem comparecemos ao enterro de
colegas, amigos, porque dizemos que aquilo nos deprime, quando não
nos atemoriza. Algo como se ela nos visse e se recordasse de nos vir
apanhar.
E andamos pela vida como se nunca fôssemos
morrer. Mas, de todas as certezas que o mundo das formas transitórias
nos oferece, nenhuma maior que esta: tudo que nasce, morre um dia.
Assim, embora a queiramos distante, essa
megera ameaçadora que chega sempre em momentos impróprios, ela vem
e arrebata os nossos amores, os desafetos, nós mesmos. Por isso,
importante que vivamos cada dia com toda a intensidade, como se nos
fosse o derradeiro.
Não no sentido de angústia, temor, mas de
sabedoria. Viver cada amanhecer, cada entardecer e cada hora,
usufruindo o máximo de aprendizado, de alegria, de produção.
Usar cada dia para o trabalho honrado, que
nos confira dignidade. Estar com a família, com os amigos.
Sorrir, abraçar, amar.
Realizar o melhor em tudo que façamos, em
tudo que nos seja conferido a elaborar. Deixar um rastro de luz por
onde passemos.
[com
base em texto da Redação do Momento Espírita]
Façamos isso e, então, se a morte nos
surpreender no dobrar dos minutos, seguiremos em paz, com a consciência
de termos feito o melhor e de termos cumprido nossa missão.
A continuidade existe e tudo na vida é
aprendizagem e levamos conosco a bagagem de conhecimentos, prontos
para um novo recomeço, onde quer que seja.....
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.