Escolha
o seu mar - 15/02/2009
Narra
o escritor Bruce Barton que, na Palestina, existem dois mares bem
distintos.
O
primeiro deles é fresco e cheio de peixes. Possui margens adornadas
com bonitas plantas e muitas árvores as rodeiam, debruçando seus
galhos em suas águas, enquanto deitam as raízes nas águas saudáveis
para se dessedentarem.
Suas
praias são acolhedoras e as crianças brincam felizes e tranquilas.
Esse mar de borbulhantes águas é constituído pelo rio Jordão. Ao
redor dele, tudo é felicidade.
As
aves constroem os seus ninhos, enchendo com seus cantos a paisagem
de paz e de risos. Os homens edificam suas casas nas redondezas para
usufruírem dessa classe de vida.
Mas,
o rio Jordão prossegue para além, em direção ao sul, em direção
a outro mar. Ali tudo parece tristeza. Não há canto de pássaros,
nem risos de crianças. Não há traços de vida, nem murmúrio de
folhas.
Os
viajantes escolhem outras rotas, desviando-se desse mar de águas não
buscadas por homens, nem cavalgaduras, nem ave alguma.
Se
ambos os mares recebem as águas do mesmo rio, o generoso Jordão,
por que haverá entre ambos tanta diferença?
Num,
tudo canta a vida, noutro parece pairar a morte.
Na
verdade, não é o rio Jordão o culpado, e nem o solo sobre o qual
estão, ou os campos que os rodeiam. A diferença está em que o Mar
da Galiléia recebe o rio, mas não detém as suas águas,
permitindo que toda gota que entre, também saia, adiante. Nele, o
dar e receber são iguais.
O
outro é um mar avarento. Guarda com zelo todas as gotas que nele
ingressam. A gota chega e ali fica. Nele não há nenhum impulso
generoso.
O
Mar da Galiléia dá de forma incessante e vive de maneira
abundante.
O
outro nada dá e é chamado de Mar Morto.
Tecendo
um paralelo entre o coração humano e os dois mares descritos,
podemos logo reconhecer se temos uma alma generosa igual ao Mar da
Galiléia ou avarenta e ciosa qual o Mar Morto.
Os
que estão habituados a distribuir os dons e talentos que a
Divindade concede se tornam seres agraciados com a alegria de viver,
com farto círculo de amigos, flores de carinho e folhagens de
ternura.
Os
que se habituam a viver sós, sem nada repartir, dividir ou
partilhar, estão semeando solidão à sua volta, tristeza e
desamparo, porque a vida é qual imensa seara que retribui a
sementeira, de acordo com os grãos cultivados.
[com
base em texto de Bruce Barton]
CURIOSIDADE:
O Mar da Galiléia também é conhecido, no Antigo Testamento, como
o Mar de Kinneret ou Lago de Tiberíades.
Às margens do Mar da Galiléia é que se estendiam as
cidades de Magdala, Cafarnaum, Tiberíades e Betsaida, onde os
Evangelhos registram a atuação de Jesus, quando de Seu ministério
entre os homens.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.