Quem
está certo? - 01/02/2009
Um
dia, cinco alunos foram submetidos a uma experiência curiosa.
Todos, de olhos vendados, foram conduzidos para perto de um animal a
fim de identificarem suas características.
O
primeiro passou vagarosamente as mãos nas orelhas do bicho e falou
convicto: -é algo espalhado,
como um tapete.
O
segundo aproximou-se, esticou o braço, pegou na tromba e exclamou: -é uma coisa comprida e redonda, deve ser uma jibóia.
Tocando
demoradamente uma das pernas do animal, o terceiro falou um tanto
exaltado: -isto
não é um animal, é um tronco de árvore.
O
quarto aluno apalpou por várias vezes uma das presas e disse: -ah! Isto não é um tronco, mas sim uma lança,
muito pontiaguda.
O
quinto e último, por sua vez, exclamou com segurança tocando o
rabo do animal: -definitivamente
isto é apenas uma corda muito fina!
E
porque não entrassem num acordo, os alunos começaram uma discussão
acalorada. Afinal, todos eles haviam tocado o animal com as próprias
mãos, e por esse motivo, cada um tinha seu próprio ponto de vista.
Para
acalmar os ânimos, o professor falou com firmeza:
-Cada
um de vocês está certo, mas cada um está errado também. Todos
querem defender o seu ponto de vista mas não querem admitir que o
outro possa estar com uma parcela da verdade.
Ato
contínuo, tirou as vendas dos jovens e todos puderam contemplar o
enorme elefante e perceber que todas as opiniões tinham seus
fundamentos.
Grande
parte dos desentendimentos entre as pessoas, na vivência diária,
é resultado de cada um defender o seu ponto de vista sem se
permitir ver as coisas sob o ponto de vista do outro.
Todos
querem ter razão, sem abrir mão da sua verdade. No entanto, tudo
seria mais fácil se admitíssemos a possibilidade de o outro estar
certo.
As
pessoas são individualidades que trazem consigo possibilidades
muito próprias no entendimento de coisas e situações. Por essa
razão, não podemos exigir que os outros vejam com os nossos olhos,
nem que pensem com a nossa mente.
Se
todos compreendêssemos esses detalhes importantes na vida de relação,
certamente evitaríamos grande parcela de dissabores e discussões
inúteis.
[com
base em texto de Willian J. Bennett]
Todas
as flores são flores, mas o gerânio não tem as características
do cravo e nem a rosa as da violeta.
Todos
os frutos são frutos, mas a laranja não guarda semelhança com a pêra.
Além
disso, cada flor tem o seu perfume original, tanto quanto cada fruto
não amadurece fora da época prevista.
Assim
também é com as criaturas.
Cada
pessoa respira em faixa diversa de evolução.
É
justo que nos detenhamos na companhia daqueles que sentem e pensam
como nós, entretanto, é caridade não violentar a cabeça daqueles
que não comungam das nossas idéias.
....é
para pensar!!!
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.