Simplesmente
gente - 04/01/2009
Há
muito não via uma cena como aquela. Logo pela manhã, chegamos a
uma cidadezinha que faz parte da região metropolitana de grande
capital brasileira.
Paramos
em frente ao local do nosso destino e ficamos aguardando a pessoa
com quem havíamos marcado compromisso, numa rua sem asfalto e com
pouco movimento de carros.
Era
a hora em que as pessoas estavam indo para o trabalho, e foi aí que
me dei conta de algo que há muito não via. As pessoas que
transitavam, a pé, pela rua, nos dirigiam um fraterno “bom
dia”.
Ao
primeiro cumprimento não respondemos, tal a surpresa, pois as
grandes cidades nos tiram a sensibilidade de seres humanos.
Geralmente
andamos pelas ruas abarrotadas de pessoas, mas umas não olham para
as outras, e quando o fazem é para tomar os devidos cuidados com
possíveis assaltantes. E
isso não acontece só nas ruas, onde o número de pedestres é
grande, não.
Quando
entramos num elevador ficamos sem jeito, sem palavras, e geralmente
olhamos para o teto ou para o chão, com receio de olhar no rosto
daquelas pessoas que dividem conosco aquele pequeno espaço.
O
que está acontecendo conosco?
Será
que estamos perdendo a humanidade para nos tornar autômatos?
Será
que estamos perdendo a sensibilidade de olhar, sem medo, nos olhos
do nosso semelhante e saudá-lo?
Será
que não temos mais a capacidade de desejar um sincero bom dia a
alguém?
O
que está acontecendo conosco, afinal?
Ás
vezes, quando andamos pelas ruas dos grandes centros, notamos que as
pessoas circulam apressadas, alheias a tudo, como naqueles filmes de
ficção, em que as pessoas foram substituídas por robôs.
Programados para tarefas específicas, esses robôs não têm a
sensibilidade dos seres humanos... Não têm coração, têm chips,
computadores eficientes, mas não têm calor humano. São frios.
A
sensibilidade é atributo dos seres humanos. A fraternidade, a
solidariedade, o afeto, a ternura, são inerentes à criatura
humana.
Quando,
naquela manhã, pessoas que nunca havíamos visto antes nos olharam
e nos desejaram um sonoro e convicto bom dia, nos sentimos gente.
Ser
gente! Eis do que sentimos falta. Talvez isso pareça medíocre,
para alguns, mas é bom se sentir gente. Receber de um desconhecido
um olhar de afeto, um olhar de encorajamento, faz bem para a alma.
É
bom saber que as pessoas notam você e que você as nota, não como
supostos bandidos, mas como gente, apenas como gente.
Há
tanta falta de atenção de uns para com os outros, nesses tempos de
correria em busca de dinheiro e coisas, que nos esquecemos de que
somos todos passageiros dessa grande embarcação chamada terra.
Esquecemos
de que somos concidadãos dessa pátria-mãe chamada Brasil.
Por
isso tudo, é bom se sentir gente entre pessoas que, como nós
mesmos, lutam, sofrem, trabalham e choram...
Pessoas
que amam, que sonham, que buscam um lugar ao sol, e que desejam ser,
simplesmente... gente.
[com
base na Equipe de Redação do Momento Espírita]
Saúde
as pessoas que cruzam seu caminho: o vizinho, o jardineiro, o
ascensorista, serventes, pessoas no elevador.
E
se o seu dia amanheceu nublado, se você não está com vontade de
saudar ninguém, ao menos olhe para as pessoas com fraternidade.
Faça-as
sentirem-se gente. Gente como você.
É
uma atitude simples, mas tão poderosa que pode levantar o ânimo de
alguém, evitar um suicídio, promover, de fato um bom dia para alguém.
Fazemos tantas promessas quando um novo ano se inicia, que
tal priorizar a cordialidade e depois verificar o astral contagioso
que você proporcionou a sua volta?
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.