Casa
da Alma - 30/11/2008
Na
manhã clara, subimos a rua em direção ao trabalho. Novamente, ao
chegarmos frente a casa em plena reforma, paramos.
Desde
algumas semanas, quando os trabalhos começaram a dar uma nova forma
à moradia, passamos a admirar o esmero em cada detalhe.
A
cada dia, a casa se tornava mais bonita, ampla, semelhando
espetacular mansão, enchendo os olhos de quem passa.
Há
beleza no conjunto e nas particularidades, desde as lajes da entrada
aos canteiros do jardim. Do telhado novo, pintado, aos contornos das
janelas ovais.
Enquanto
a admirávamos outra vez, intimamente pensando no bom gosto dos seus
proprietários, o dono da casa chegou ao portão e, vendo-nos
embevecidos na contemplação, entabulou conosco animada conversação.
Falamos
de nossa admiração pelo conjunto arquitetônico e ele passou a
dizer do tanto ainda por fazer e por gastar, não deixando de
mencionar o quanto já despendera na obra.
Foi
então que, olhando detidamente nosso interlocutor nossa admiração
atingiu o auge.
O
homem apresentava-se com a barba de dias por fazer, os cabelos em
desalinho e na boca, raros e esparsos dentes estragados.
Enquanto
ele não cessava de falar a respeito dos projetos a executar em sua
moradia, uma idéia nos acudiu.
O
homem estava muito preocupado com a casa que lhe abrigava o corpo.
Contudo, esquecia-se de cuidar do corpo que lhe abrigava a alma
imortal.
Quanto
descuido! E logo com o sagrado instrumento do Espírito que é o
corpo.
Quantos
de nós assim procedemos? Gastamos muito em jóias, perfumes,
carros, viagens, lazer, aparelhos sofisticados que nos atendam aos
sentidos e descuramos de atender o corpo.
Quantos
nos recordamos de buscar o médico periodicamente, consultar o
dentista, submetermo-nos a exames clínicos e laboratoriais
regularmente?
A
grande maioria de nós somente comparece aos consultórios médicos
e odontológicos quando a enfermidade já se apresenta em adiantado
estágio.
No
entanto, desatender às necessidades do corpo é desatender a lei de
Deus.
Instrumento
que nos é concedido por empréstimo, teremos de devolver um dia,
com as contas do quanto dele nos servimos e como o tratamos.
Se
perecer antes, por descuido nosso, teremos que dar contas, tal qual
o servidor do instrumento que lhe é confiado para uma tarefa.
Repensar
valores é sempre oportuno.
[de:
Joanna de Ângelis e psicografia de Divaldo P. Franco]
O
corpo é concessão de Deus para o espírito aprender e agir,
valorizando os recursos disponíveis.
O
corpo é veículo com que a Divindade honra o ser imortal,
facultando-lhe a ascensão aos planos celestes.
Cuidá-lo,
atendê-lo em suas necessidades é dever da alma agradecida pela
oportunidade recebida.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.