Transmissão
da bondade - 09/11/2009
O
rapaz estava desempregado. Fora despejado e dormia no carro.
Carro,
aliás, que ele não tinha, sequer, dinheiro para colocar combustível.
Chegou o dia em que estava com fome. Sem dinheiro para comprar
alguma coisa, desesperou-se.
Noite
fria, estômago reclamando, entrou numa lanchonete. Como não sabia
quando seria sua próxima refeição, comeu a mais não poder.
Quando
chegou à hora de pagar, fingiu que tinha perdido sua carteira.
Fez
um barulho enorme e começou a procurá-la por todo lugar. Virou a
lanchonete de cabeça para baixo. De trás do balcão o cozinheiro,
que era também o dono do lugar, saiu e foi até onde estava o
rapaz.
Abaixou-se,
fingindo que apanhava alguma coisa do chão, e entregou ao moço cem
reais, dizendo-lhe:
-Acho
que você deixou cair quando entrou.
O
rapaz ficou mais confuso ainda, mas pagou a conta e saiu rapidinho.
“E
se o dono do dinheiro aparecer?” – ele se perguntava,
andando pela rua.
Até
que se deu conta que, na verdade, o dono da lanchonete fingira achar
o dinheiro. Colocou gasolina no carro e rodou para outra cidade.
Enquanto dirigia, agradecia a Deus o gesto daquele piedoso
desconhecido.
E
prometeu que, se sua vida viesse a melhorar, faria aos outros, o que
aquele homem fizera por ele.
O
tempo passou. Ele teve fracassos, reveses. Até que, afinal, as
dores da pobreza passaram. Foi então que decidiu que era hora de
honrar a promessa e cumprir o voto feito naquela noite escura de
inverno.
Pelos
anos seguintes, ele iniciou sua jornada de doações. Queria dar,
mas não queria que as pessoas o agradecessem. Começou a
identificar pessoas realmente necessitadas.
Assim,
a família de um garoto de 14 anos, que sofria de leucemia,
encontrou uma boa soma de dinheiro em sua caixa de correio.
Uma
viúva, com sete crianças e dois netos, foi surpreendida com várias
notas, colocadas embaixo de sua porta.
Um
jovem que precisava de um transplante de pulmão respirou aliviado,
quando em sua conta apareceu a expressiva soma que precisava para a
cirurgia.
Ele
pagou aluguéis, prestações de carro, contas de mercado, sempre
sem aviso e sem ficar por perto para elogios. A sua alegria era a
expressão no rosto das pessoas beneficiadas.
Agora
só faltava agradecer a quem o socorreu, quando precisou. Procurou
pelo dono da lanchonete, durante quase um ano. O local conhecido
estava fechado.
Arranjou
um encontro, dizendo-se historiador e que desejava fazer uma matéria
sobre pessoas antigas daquela localidade. Chegou carregado de
presentes, além de avultada quantia em dinheiro.
Ao
se deparar com o seu benfeitor de outrora, disse-lhe:
-Eu
sou aquele sujeito que você ajudou, 29 anos atrás. Você mudou a
minha vida naquela noite.
O
ex-dono da lanchonete, agora aposentado, com 81 anos de idade,
chorou tamanha emoção, ao lado da sua esposa, agora gravemente
doente, lutando contra um câncer e o mal de Alzheimer.
Por
causa da situação, estava atolado em contas hospitalares. O
dinheiro fora mandado por Deus. Para o antigo beneficiado era um
simples gesto de gratidão.
Para
aquele idoso o dinheiro era o acenar de um novo tempo, sem provações.
[com
base em texto de Chris Benghue]
Fomos
criados para amar. E importar-se com os outros é caminho para a
felicidade. Assim, sempre que possível espalhe bondade ao seu
redor.
O
mundo em que vivemos depende dela.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.