O
essencial é invisível aos olhos - 12/10/2008
Foi
um choque para aquela jovem mãe quando recebeu o diagnóstico de câncer.
Sucederam-se
os tratamentos e, naquele dia, após o internamento, quando ela
voltava para casa, se sentiu muito triste. Ela estava consciente da
sua aparência. Estava sem cabelos, por causa da radioterapia.
Sentia-se
desencorajada. Seu marido continuaria a amá-la? E seu filho? Ele
tinha apenas seis anos.
Quando
chegou em casa, sentou-se na cozinha, pensando em como explicar a
seu filho porque estava tão feia.
Ele
apareceu na porta e ficou olhando-a, curioso. Quando ela iniciou o
discurso que ensaiara para ajudá-lo a entender o que via, o menino
se aproximou e se aconchegou em seu colo, quietinho, a cabeça
recostada em seu peito.
Ela
acariciou a cabecinha do filho e disse: "você vai ver como
daqui a pouco o meu cabelo vai crescer e eu vou ficar melhor, como
era antes".
O
menininho se levantou, olhou para ela, pensativo. Depois, com a
espontaneidade da sua infância, respondeu: "seu cabelo está
diferente, mãe. Mas o seu coração está igualzinho."
A
mãe não precisava mais esperar por daqui a pouco para melhorar.
Com os olhos cheios de lágrimas, ela se deu conta de que já estava
muito melhor.
O
essencial é invisível aos olhos, dizia o pequeno príncipe, no
livro de Antoine de Saint Exupéry. Quem ama vê além da aparência
física e é isto que ama: a essência.
Por
isto os casamentos em que o amor é o autêntico laço de união
perduram, apesar dos anos transcorridos. Para quem têm olhos de
amor, o olhar penetra além do corpo físico que perdeu um tanto do
vigor e já não apresenta a exuberância plástica dos verdes anos.
Para
esses, o amor amadurece a cada ano, solidificando-se a cada
dificuldade enfrentada, a cada óbice superado, a cada batalha
vencida.
Enquanto
os cabelos vão sendo prateados pelo exímio pintor chamado tempo, e
a artista plástica chamada idade vai colocando pequenos sinais na
face, aqui e ali, o amor mais cresce.
O
sentimento se engrandece à medida que o passo deixa de ser tão
vigoroso e um se apóia no outro para descer os degraus, para subir
uma escadaria.
A
solidariedade se torna mais intensa, enquanto a vista se embaça um
pouco e o extraordinário computador que é o cérebro já não
consegue fazer as corretas equações matemáticas, para aquilatar
se dá ou não tempo para atravessar a rua. Uma mão segura à
outra, muda, para afirmar: esperemos um pouco.
Envelhecer
ao embalo do amor é maravilhoso. Desfrutar do aconchego um do outro
é reconfortante.
Felizes
os casais que envelhecem juntos. Felizes os filhos que sabem
aproveitar da companhia generosa de pais e avós que o tempo alcançou.
[com
base em texto de Rochelle M. Pennington]
De
todos os momentos da vida os mais preciosos são os desfrutados com
amor.
Quando
as dificuldades se avolumam, os problemas crescem, os dias solitários
chegam, é maravilhoso ter momentos de carinho para serem
recordados.
Momentos
que recebemos ou que ofertamos. Momentos que nos fizeram
extremamente felizes. Momentos que, revividos, pelos fios invisíveis
do pensamento, ainda nos reconfortam e aquecem o coração.
Por
tudo isso, ame muito e permita-se amar por seus amores.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.