Jardineiro
de Almas - 14/09/2008
Um
avô e seu neto, caminhando pelo quintal, ora se agachando aqui, ora
ali, em animada conversação, não é cena muito comum nos dias
atuais.
O
garoto, de 4 anos de idade, aprendia a cultivar e a cuidar das
plantas com o exemplo do seu avô, que tinha tempo para o netinho
sempre que este o visitava. Era por isso que o pequeno Nícolas
acariciava as mudinhas que havia plantado e dizia: "quem planta
colhe, né vovô?"
Mas
o avô não é habilidoso apenas no cultivo de plantas, é hábil
também na arte de cultivar virtudes. Entre uma conversa e outra,
entre a carícia numa flor e uma erva daninha que arrancava, ele ia
cultivando virtudes naquele coração infantil.
Ia
ensinando que para obter frutos saborosos e flores perfumadas é
preciso cuidado, dedicação, atenção e conhecimento. E que, acima
de tudo, é preciso semear, pois sem semeadura não há colheita.
O
cuidado do pequeno Nícolas pelas plantas era fruto do ensinamento
que recebeu desde pequenino, pois nem sempre foi assim.
Quando
começou a engatinhar, suas mãozinhas eram ligeiras em arrancar
tudo o que via pela frente, como qualquer bebê que quer conhecer o
mundo pela raiz...
E,
se não tivesse por perto alguém que lhe ensinasse a respeitar a
natureza, talvez até hoje seu comportamento fosse o mesmo, como
muitas crianças da sua idade ou até maiores.
Importante
observar que as melhores e mais sólidas lições as crianças
aprendem no dia-a-dia, com os exemplos que observam nos adultos.
É
mais pela observação dos atos, do que pelos conselhos, que os
pequenos vão formando seus caracteres. Se a criança cresce em meio
ao desleixo, ao descuido, às mentiras, ao desrespeito, vendo os
adultos se agredindo mutuamente, ela aprenderá essas lições.
Assim,
se temos a intenção de passar nobres ensinamentos a alguém, se
faz necessário que prestemos muita atenção ao nosso modo de vida,
às nossas ações diárias.
Como
todo bom jardineiro, os educadores devem ser bons cultivadores de
virtudes e valores.
Devem
observar com cuidado as tendências dos filhos e procurar semear na
alma infantil as sementes das quais surgem às virtudes, ao tempo em
que as preservam das ervas-daninhas, das pragas, da seca e das
enchentes. Sem esquecer o adubo do amor.
A
alma da criança que cresce sem esses cuidados básicos por parte
dos adultos, geralmente se torna campo tomado pelas ervas más dos vícios
de toda ordem.
E,
de todas as ervas más, as mais perigosas são o orgulho e o egoísmo,
pois são as que dão origem às demais.
Por
isso a importância dos cuidados desde cedo. E para se ter êxito
nessa missão de jardineiro de almas, é preciso atenção, dedicação,
persistência, determinação.
O
campo espiritual exige sempre o empenho do amor do jardineiro para
que possa produzir bons resultados.
E
o empenho do amor muitas vezes exige alta dose de renúncia e de
coragem. Coragem de renunciar aos próprios vícios para dar
exemplos dignos de serem seguidos.
Os
jardins da alma infantil são férteis e receptivos aos ensinamentos
que percebem nas ações dos adultos. Por essa razão vale à pena
dedicar tempo no cultivo das virtudes, antes que as sementes de
ervas-daninhas sejam ali jogadas, nasçam e abafem a boa semente.
[Redação do Momento Espírita]
Para que você seja um bom cultivador de almas, é preciso que tenha
em sua sementeira interior as mudinhas das virtudes.
Somente
quem possui pode oferecer. Somente quem planta, pode colher.
Pense
nisso, e seja um cultivador de virtudes.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.