Livre
arbítrio - 24/08/2008
Você
já ouviu alguma vez falar de livre-arbítrio?
Livre-arbítrio
quer dizer livre escolha, livre opção.
Em
todas as situações da vida, sempre temos duas ou mais
possibilidades para escolher. E a cada momento a vida nos exige
decisão. Sempre temos que optar entre uma ou outra atitude.
Desde
que abrimos os olhos, pela manhã, estamos optando entre uma atitude
ou outra. Ao ouvir o despertador, podemos escolher entre abrir a
boca para lamentar por não ser nosso dia de folga ou para agradecer
a Deus por mais um dia de oportunidades, no corpo físico.
Ao
encontrarmos o nosso familiar que acaba de se levantar, podemos
resmungar qualquer coisa, ficar calado, ou desejar, do fundo da
alma, um bom dia.
Quando
chegamos ao local de trabalho, podemos optar entre ficar de bem com
todos ou buscar o isolamento, ou, ainda, contaminar o ambiente com
mau humor.
Conta
um médico, que trata de pacientes com câncer, que as atitudes das
pessoas variam muito, mesmo em situações parecidas.
Diz
ele que duas de suas pacientes, quase da mesma idade, tiveram que
extirpar um seio por causa da doença. Uma delas ficou feliz por
continuar viva e poder brincar com os netos, a outra optou por
lamentar pelo seio que havia perdido, embora também tivesse os
netos para se distrair.
Quando
alguém o ofende, você pode escolher por revidar, calar-se ou
oferecer o tratamento oposto. A decisão sempre é sua.
O
que vale ressaltar é que todas as ações terão uma reação
correspondente, como conseqüência. E essa ação é de nossa total
responsabilidade.
E
isso deve ser ensinado aos filhos desde cedo. Caso a criança
escolha agredir seu colega e leve alguns arranhões, deverá saber
que isso é resultado da sua ação e, por conseguinte, de sua
inteira responsabilidade.
Tudo
na vida está sujeito à lei de causa e efeito: para uma ação
positiva, um efeito positivo; para uma ação infeliz, o resultado
correspondente.
Se
você chega ao trabalho bem humorado, alegre, radiante, e encontra
seu colega de mau humor, você pode decidir entre sintonizar na
faixa dele ou fazer com que ele sintonize na sua.
Você
tem ainda outra possibilidade de escolha: ficar na sua.
Todavia,
da sua escolha dependerá o resto do dia. E os resultados lhe
pertencem.
Jesus
ensinou que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.
[autor
desconhecido]
Pois
bem, nós estamos semeando e colhendo o tempo todo. Se semeamos
sementes de flores, colhemos flores; se plantamos espinheiros,
colheremos espinhos. Não há outra saída.
Mas
o que importa mesmo é saber que a opção é nossa. Somos livres
para escolher, antes de semear. Aí é que está a justiça divina.
Mesmo
as semeaduras que demoram bastante tempo para germinar, um dia terão
seus frutos. São aqueles atos praticados no anonimato, na surdina,
que aparentemente ficam impunes. Um dia eles aparecerão e reclamarão
colheita.
Igualmente,
os atos de renúncia, de tolerância, de benevolência, que tantas
vezes parecem não dar resultados, um dia florescerão e darão bons
frutos e perfume agradável. É só deixar nas mãos do jardineiro
divino, a quem chamamos de Criador.
Pense
nisso! A hora seguinte será o reflexo da hora atual.
O
dia de amanhã trará os resultados do dia de hoje.
É
assim que vamos construindo a nossa felicidade ou a nossa desdita,
de acordo com a nossa livre escolha, com nosso livre-arbítrio.
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.